sábado, 16 de abril de 2011

Descobrir a Índia (24-03-2011)



É sabido que os portugueses gostam de descobrir a Índia. Já o fizemos no passado quando o Vasco da Gama encontrou o caminho marítimo para a Índia, e desta feita chegou a minha vez de descobrir um novo caminho, o caminho parvo para a Índia. Até hoje os meus posts maus foram sendo colocados na sua grande maioria em Portugal, mas também em Espanha e Itália e agora, chegou a vez da Índia. Apesar de ter escrito parte deste post na Índia, a falta de tempo não me permitiu escrever os outros todos, tendo ficado apenas com as ideias na cabeça e só chegado a Portugal fui capaz de as colocar em Word no PC e de seguida aqui no AindaPiorBlog. Vou descrever esta aventura numa série com vários posts, um por cada dia da viagem onde irei tentar o meu melhor para descrever da pior forma possível o que encontrei na Índia.

Era dia 24 de Março de 2011 e comecei a escrever este post em Nova Deli (ou New Delhi, se preferirem). Mas se naquele momento conseguia dizer que dia era e que horas eram na Índia, o mesmo não acontecia no dia anterior e já vão perceber porquê. O voo saiu de Portugal no dia 23 (aeroporto Sá Carneiro no Porto) por volta das 6:05 da manhã, fez escala em Frankfurt, na Alemanha, e chegou a Nova Deli por volta da 1:15 da manhã. O voo desde o Porto a Frankfurt demorou 2:40 e chegou ao destino pelas 9:45, e de Frankfurt a Nova Deli demorou 7:25, tendo saído às 13:20 e chegado à 1:15 do dia 24. Pelas minhas contas, isto daria um total de 13:40 (2:40 + 3:35 + 7:25) de tempo de viagem, ou seja, teria saído às 6:05 e chegado ao destino às 19:45 do dia 23 e não às 1:15 do dia 24… Será que fui a primeira pessoa a viajar no tempo? A resposta é não, já que pelos vistos existe uma diferença horária entre os vários países: na Alemanha o relógio tem que ser adiantado 1h em relação a Portugal e na Índia, 5:30 (pelo menos até à próxima mudança de hora para o horário de Verão em Portugal) que estragaram todas estas contas de somar e sumir. Vejam a imagem seguinte com os detalhes dos voos de ida:



Consulta do Viajante:


Deixem-me recuar no tempo mais um pouco para descrever um pouco a preparação para a Viagem, nomeadamente no que aos cuidados de saúde diz respeito. Como todas as pessoas que viajam para a Índia (tal como acontece quando se viaja para outros países no Mundo) é necessário ir à Consulta do Viajante. Nesta consulta o médico tenta perceber para onde vamos, quanto tempo lá vamos estar, que doenças temos e que doenças iremos encontrar, que vacinas tomámos no passado e que medicamentos tomamos actualmente, mistura tudo bem e cria uma receita (ou poção) que nos irá preparar para a viagem. Basicamente tive de ser vacinado 3 vezes, tendo ficado logo com os braços todos doridos e tive de tomar uns comprimidos semanais para a Malária (cujos efeitos secundários são tantos e tão diversificados que diria até que são piores do que a doença que tentam prevenir). Na Índia, temos que ter cuidado especial com o Dengue e com a Malária que são transmitidas pelos mosquitos (e também pelas sanguessugas e vampiros) e na minha opinião era mais fácil erradicar os mosquitos do que obrigar toda a gente que viaja para estes países a passar pelo transtorno das vacinas, comprimidos e todos os efeitos secundários e danos colaterais que daí surgem. Tive também que levar comprimidos para a diarreia e antibióticos para a eventualidade de comer parasitas juntamente com as refeições. Em relação à diarreia, espero voltar ao tema mais tarde nesta série de posts sobre a viagem…

Para além das vacinas e medicamentos, temos que levar na mala mais um repelente que tem três funções importantes: repelir os mosquitos, servir de perfume (uma vez que é recomendado não utilizar perfumes) e por último, encher ainda mais a mala. Vejam as fotos seguintes que demonstram que o repelente funciona muito bem para repelir os mosquitos, mas apenas os vivos, já que os mosquitos mortos e fossilizados não parecem reagir aos seus efeitos. Nas fotos seguintes não vemos qualquer mosquito vivo, mas vemos um mosquito morto e fossilizado no verniz da mesa que costumo usar para utilizar o portátil, a pequena mancha do lado direito do repelente (na minha opinião, os mosquitos mortos também são perigosos já que pode acontecer que passe um mosquito a voar por cima de vocês, morra de velhice ou de enfarte e caia com o ferrão e vos espete, transmitindo uma qualquer doença, e como tal, os repelentes também deveriam repelir mosquitos mortos):







Bagagem:


E por falar em malas… A bagagem é sempre uma coisa complicada de preparar já que temos que equilibrar a capacidade da mesma com o peso máximo de bagagem de porão permitido por pessoa (20kg), o número de dias de permanência no país de destino para não andarmos a cheirar (muito) mal e a possibilidade de pretendermos adquirir algumas lembranças para trazermos para Portugal. A experiência dita que a bagagem para o porão deverá ser composta por apenas uma mala, com o máximo de 18kg de peso, para deixarmos 2 kg de folga para conseguirmos comprar lembranças de 1,5kg de peso máximo, deixando 0,5kg de folga para o peso da sujidade, humidade, suor e outros detritos expelidos pelo nosso corpo directamente para a roupa que vamos usando e ainda para os eventuais erros que as balanças dos aeroportos possam ter.

Frankfurt:
Tal como tive a oportunidade de informar, a viagem teve uma escala em Frankfurt, na Alemanha e enquanto esperava sentado pelo voo para Nova Deli fui olhando para a TV onde estavam a passar algumas notícias internacionais. Em 5 minutos que vi de notícias, o mundo parecia estar a acabar de tantas catástrofes que existiam. Nestes 5 minutos noticiaram 3 calamidades internacionais, a primeira notícia foi o Sismo/Tsunami no Japão e os consequentes problemas na central nuclear de Fukushima; a segunda notícia foi sobre a guerra na Líbia e a terceira notícia foi sobre o José Sócrates e a crise política em Portugal. Em relação às primeiras duas catástrofes, penso que não tive qualquer envolvimento no seu aparecimento, em relação à terceira já não posso dizer o mesmo já que me sinto culpado pelo que aconteceu ao país durante a minha ausência de duas semanas. Bastou ter deixado de escrever no AindaPiorBlog que as pessoas, por falta de coisas más para lerem, revoltaram-se e decidiram acabar com o governo e com a “independência” financeira do país. Seja como for, agora que já estou de novo em Portugal, vou voltar a escrever coisas más para ver se o país melhora um pouco.

Hotel:


A primeira noite foi dormida no Hotel Airport Residency (onde viria a ficar mais umas quantas vezes ao longo da viagem). Na entrada do hotel existia alguma segurança para os hóspedes, já que existia um detector de metais que apitava quando alguém entrava no hotel com armas de destruição maciça, corta-unhas, cintos ou aparelhos nos dentes e existia um detector de mosquitos, que em lugar de apitar quando passavam os mosquitos armados com os seus ferrões, dava um estalido que indicava que o mosquito tinha sido electrocutado (era uma espécie de cadeira eléctrica que electrocutava os criminosos mesmo antes de estes terem cometido qualquer crime… um pouco à lá Minority Report e o pré-crime). Apesar de a Índia ser um país que venera muitos seres vivos e a maioria das pessoas não comer carne devido às inúmeras religiões e culturas existentes, os mosquitos não estavam entre as espécies protegidas e adoradas (e ainda bem para mim). Caso algum mosquito conseguisse entrar no hotel, cada quarto estava ainda munido de um insecticida de tomada para erradicar possíveis ameaças (mais para a frente vou abordar um insecticida biológico e amigo do ambiente que encontrei num dos muitos quartos que testei ao longo da viagem). Vejam os sistemas de segurança anti-mosquitos existentes neste hotel:





Almoço:


Depois da primeira noite de sono, e de voltar a fazer a mala (que na realidade não chegou sequer a ser desfeita durante toda a viagem, já que andei sempre de um lado para o outro), de tomar o pequeno-almoço (que nada tinha de especialmente interessante para divulgar), dirigi-me a outro hotel para almoçar. O almoço foi no Hotel Radisson. À chegada ao portão principal do hotel, existam uns quantos seguranças para verificar se o carro onde seguia estava ou não estava armadilhado. Todos os motores dos carros eram revistados, quer debaixo do capot, quer com um espelho por debaixo do carro. Para além disso, todas as malas de portátil, bolsas das senhoras, etc. passavam por uma máquina de Raio-X tipo as dos aeroportos para verem se no interior existiam ou não explosivos ou armas ou simplesmente por coscuvilhice dos seguranças. Vejam a foto seguinte onde vemos 3 seguranças a revistar um carro na entrada:



Já na zona do restaurante fui confrontado com uma escolha complicada: comida indiana ou comida europeia. É claro que optei por comida europeia. Comecei com uma sopinha de ingredientes acompanhada com um pão com sementes (uns dizem que de papoilas, mas não me lembro de ter ficado drogado…). Aviso já que não devem perguntar os nomes dos pratos que fui comendo ao longo da viagem nem dos ingredientes que os compunham porque sinceramente não sei. E para o bem e para o mal, é melhor continuar na ignorância. Seja como for, e para o caso de alguma coisa me poder fazer mal, fui tirando algumas fotos para ser mais fácil identificar a origem das eventuais maleitas que pudessem ser originadas pelas refeições. Depois da sopa, tive de escolher o prato principal e mais uma vez foi complicado. Dei uma volta pelo restaurante para ver o que existia (que era uma mistura de buffet self-service com restaurante normal). Passei por uma zona onde tinham frango grelhado e noutra zona tinham pastas italianas. Como queria frango com massa, pedi para juntarem o frango com a pasta (que era o mais parecido com as comidas de cá) e comecei logo a armar confusão já que a rapariga que estava a apontar o pedido não conseguiu compreender como é que se podia comer pasta (massa) com carne… Após alguma luta e espera, lá consegui comer a carninha com a massa (que estava muito boa). Terminado o prato principal (ou se quiserem, os dois pratos principais juntos), fui em busca da melhor parte de qualquer refeição – a sobremesa. A sobremesa foi composta por melancia, kiwi vermelho (que vi e provei pela primeira vez), laranja, kiwi verde (ou kiwi tal como o conhecemos), ananás e tiramisú. Escusado será dizer que estava tudo muito bom, mas da próxima vez, começo directamente pelas sobremesas, poupando precioso tempo e evitando transtornos para os funcionários. Deixo aqui algumas fotos do restaurante, da sopa e da sobremesa:








Udaipur:


No final do almoço no Radisson, dirigi-me novamente para o aeroporto de Nova Deli, onde fui apanhar um novo voo para a cidade de Udaipur (que fica no estado de Rajasthan). Segundo se consta, esta é a cidade mais rica da Índia (ou pelo menos, uma das mais ricas), já que está cheia de palácios que foram transformados em hotéis de luxo e os terrenos são “férteis” em vários tipos de minério. Por falar em hotéis de luxo, a estadia em Udaipur foi no “The LaLiT Laxmi Vilas Palace”, perto do lago Fateh Sagar (que apesar de ser artificial, não deixa de ficar bem nas fotografias, como vão ter a oportunidade de comprovar pela foto seguinte). À chegada ao hotel, exista uma banda a tocar e um cavalo a dançar e uma rapariga indiana que me colocou uma nódoa vermelha na testa. Não cheguei a perceber se ela pintou o dedo com tinta vermelha antes de me pintar a testa ou se esmagou com o dedo um mosquito que me estava a picar tendo ficado com uma mancha de sangue na testa. Seja como for, esta mancha na testa denomina-se de Tilak e simboliza para o Hinduísmo o terceiro olho, ou olho espiritual, o quarto olho vocês já o conhecem e não vale a pena explicar onde fica e para que serve. Vejam as fotos da recepção:









Apesar de em toda a viagem não ter visto qualquer elefante (existem poucos em liberdade e apenas nas florestas profundas e não ameaçadas pelo Homem), o hotel estava enfeitado com quadros de elefantes, estátuas de elefantes, deuses elefantes, pinturas de elefantes, tinha elefantes nas paredes e até nos tectos, talvez porque a Ganesha – A Deusa do Sucesso do Hinduísmo é uma deusa em forma de elefante. Existiam também algumas espadas, escudos e quadros de indianos e indianas nas paredes para não existirem apenas elefantes (apesar de existirem também elefantes gravados nos escudos e algumas das mulheres indianas terem algumas semelhanças com elefantes). Vejam algumas fotos da decoração:




















Light & Sound Show:
Antes do jantar fui a um espectáculo local chamado “Light & Sound Show” no Maharana Pratap Memorial que conta através de luz e som um pouco da história da realeza e da cidade de Udaipur. O show era ao ar livre e como tinham locução apenas em Hindu e se tinham esquecido de colocar as legendas, não consegui perceber nada pelo que tive de ouvir no final o resumo da história em inglês que um Indiano amavelmente contou. Se pretenderem mais informação sobre esta história podem encontrá-la aqui. Entretanto podem ver a foto da estátua de bronze do Maharana Pratap no seu fiel cavalo Chetak:



Jantar:
O dia já ia bastante longo (três hotéis e duas viagens de avião) e tinha chegado a hora do jantar. O jantar aconteceu no hotel, no restaurante “Padmini" e tal como a restante decoração e luxo do palácio, o restaurante só me fazia lembrar o filme do Indiana Jones e o Templo Perdido onde o Indiana Jones também visitou o palácio Pankot na Índia. No restaurante existiam lá umas taças que me recordavam aquela sopinha de olhos de macaco servida ao jantar no filme. Vejam as semelhanças entre o que vi e o filme do Indiana Jones:









Apesar de inúmeras tentativas durante a estadia, não consegui encontrar nenhuma corrente de ar que me levasse a apalpar os seios de uma estátua, que por sua vez me levasse a umas catacumbas secretas onde rituais satânicos e sacrifícios tinham lugar. O lugar mais próximo com uma zona de sacrifícios seria talvez a cozinha, onde eram sacrificadas as especiarias e algumas plantas para criarem as refeições indianas que vão poder ver nas fotos seguintes. No filme também mostram a escravatura de crianças em minas e nesta viagem, apesar de não ter presenciado este tipo de prática, pelos vários documentários que já vi sobre a Índia, este tipo de escravatura existe. Voltando ao assunto do restaurante, aproveito para informar que a primeira das fotos, mostra o prato depois de eu ter terminado de comer, ou seja, nem tive coragem de degustar todas aquelas “iguarias” já que se o tivesse feito, os sacrifícios passariam a ter lugar no WC e o sacrificado era o meu traseiro. A comida tinha tão bom aspecto que quando tirei a primeira das fotos seguintes, a máquina detectou automaticamente uma cara nesta “comida”. Tal acontecimento só poderia significar uma de duas coisas: ou a máquina não prestava ou então existiam numa daquelas mixórdias restos da cara de um qualquer ser vivo que foi sacrificado na cozinha. Para compensar a fome deixada pelo prato principal tive de comer bastante Chapati (um pão tradicional indiano que parece um crepe) e sobremesas (duas fatias de bolo de chocolate e gelado). Convém referir que o gelado que comi não era feito de cérebro de macacos ou pelo menos assim espero… Vejam as fotos:







Durante o jantar existia lá um homenzinho que tocava um instrumento típico indiano, o Santoor, que é uma espécie de xilofone mas com cordas ou se preferirem, uma espécie de harpa que é utilizada na horizontal e que dava ao jantar um “toque” e um ambiente ainda mais indianos. Vejam o Santoor:






Diarreia:
Um dos principais problemas que atormentam os viajantes que visitam a Índia é a diarreia já que esta enfermidade pode ser causada por inúmeras causas: o stress causado pela ansiedade de viajar, pelo medo de andar de avião, pelo medo de estar no meio de biliões de pessoas, pela ansiedade das reuniões de negócio (para as pessoas que viajam em negócios), pelas comidas que se vão ingerir, pelas reacções e efeitos secundários causados pelos medicamentos que se tomam, pelas doenças que se podem contrair, etc. A pensar neste fenómeno, os indianos têm umas sanitas especiais que têm um interior mais estreito e ergonómico para fezes mais líquidas e junto às sanitas existem uns mini-chuveiros que podem ser utilizados para complementar a limpeza do traseiro aumentando a higiene corporal. Seja pela diarreia, pelo caril ingerido ou pelo bronze causado pelo sol mais quente, uma pessoa fica mais amarela quando regressa de uma viagem à Índia. Vejam a foto seguinte onde podemos ver a sanita do hotel:



Cama:
Chegado ao final do dia e pronto para dormir só me vinham à cabeça as histórias das camas de pregos dos indianos que tinha ouvido e visto em filmes e desenhos animados, mas como o cansaço de um dia tão longo e repleto de coisas novas era tanto, que mesmo que a cama do quarto fosse de pregos não me iria incomodar nem um pouco. Aliás, se a cama do hotel fosse de pregos teria duas vantagens imediatas: a primeira era que podia imaginar ou até sonhar que a cama era de pregos de bife já que como as vacas são sagradas na Índia, restava-me apenas imaginar ou sonhar com tais refeições; a segunda vantagem era que uns preguinhos a entrar pelo meu corpo serviriam de acupuntura e poderiam ajudar a relaxar e a descansar ou simplesmente a desobstruir os poros da pele. Quando cheguei ao quarto percebi que a cama era uma cama bastante cómoda e similar à minha cama e como tal dormi maravilhosamente. Vejam a foto:



Aproveito este momento para informar que os hotéis de luxo, segurança e refeições muito bonitinhas que acabaram de ver não reflectem a realidade de todo este país, mas apenas uma parte dela. Reflecte apenas a parte da riqueza e dos excessos que contrasta com a parte pobre e com falta de recursos da maioria da população que terei a oportunidade de comentar mais para a frente num dos próximos posts. Fiquem atentos aos próximos dias e voltem cá se quiserem ver mais textos maus (mas não tão longos) sobre esta aventura.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Scarlett Johansson nua

A Scarlett Johansson e mais 49 celebridades foram vítimas de Nude Jacking (um termo que acabei de inventar para ser utilizado quando alguém é vítima de roubo de fotos ou vídeos que contenham nudez). Ao que tudo indica, a Scarlett Johansson tinha uma foto de si própria, no seu iPhone, que foi roubada por um qualquer hacker ou tarado. Para além de ser importante as pessoas andarem com fotografias de si próprias nuas nos seus telemóveis, iPhones e computadores, é ainda mais importante não ter qualquer cuidado com os sites que se visitam e com as aplicações/vírus instalados nos equipamentos, para terem a certeza que as suas fotos e vídeos explícitos vão parar de facto à internet, aumentando dessa forma o número de fãs.

Se já percebemos que é essencial que as celebridades “percam” os seus conteúdos de nudez na Internet, falta percebermos como é que as celebridades tiram essas fotos a si próprias com os seus próprios telemóveis. Após alguma investigação descobri que as celebridades utilizam aplicações como o Nude It. Esta aplicação permite desnudar qualquer pessoa que é filmada com o iPhone. Vejam uma imagem e o vídeo de demonstração desta aplicação:





Bem, pelo que pude constatar, esta aplicação funciona com toda a gente, excepto com a Scarlett Johansson já que ao pegarmos numa qualquer foto sua em que aparece “vestida” (por exemplo, uma foto da edição de Novembro de 2006 da Revista Allure) e apontarmos a aplicação para a foto, o resultado é exactamente o mesmo, ou seja, o algoritmo não considera que ela esteja vestida. Realmente, ao vermos a quantidade de fotos que lhe foram “roubadas” pelas várias revistas, posso perceber perfeitamente a complexidade de a despir através de algoritmos… É uma tarefa redundante. Vejam o resultado desta experiência, na foto do lado esquerdo vemos a Scarlett Johansson “vestida” e na da direita, vemos a Scarlett Johansson nua:



Entretanto surgiu-me uma pequena dúvida… se a foto foi apenas copiada e não apagada do iPhone da Scarlett, na prática não pode ser considerada como tendo sido roubada, já que a proprietária continua a ter a foto consigo. Só no caso de a foto ter sido movida para outra localização é que se poderia considerar roubo.

sábado, 19 de março de 2011

Super Lua



Hoje à noite teremos Lua Cheia, mas não uma Lua Cheia qualquer, vamos ter a Super Lua Cheia. A Lua vai ficar maior, cerca de 14%, porque está cheia e porque passa mais perto do planeta Terra, num fenómeno que é chamado de Perigeu Lunar. Ora se a Lua Cheia dita normal afecta as marés, as pessoas e os lobisomens, o que fará esta Super Lua Cheia? Bem, parece-me óbvio que os Lobisomens e os Lobisomossexuais (um Homossexual que se transforma em Lobo) vão andar mais atiçados e a uivar por aí em busca de presas. Vejam o que aconteceria se os actores da Saga Twilight (Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner) tirassem fotos de grupo hoje, em Portugal e debaixo do Super Luar:



(É caso para dizer que a Bella está a servir de “Vela”)

A Lua emitirá raios laser (caso alguém continue hoje com a “Lunar Laser Ranging Experiment" para utilizar o reflector de raios laser lá colocado pela missão Apollo 11 e dessa forma calcular a distância certa entre a Lua e a Terra) pelo que se recomenda a utilização de “óculos de lua”. Para isso recomendo a utilização dos óculos de protecção nuclear e os óculos de visão nocturna enquanto os primeiros servem para estarmos protegidos dos lasers e explosões nucleares enquanto olhamos para a Lua, os segundos permitem que possamos caminhar no escuro sem tropeçar:





Proponho também a utilização de protector lunar em toda a pele para proteger contra os raios laser e contra os raios ultra-violentos:

sexta-feira, 18 de março de 2011

Isqueiros Electrónicos



Uma vez que o post sobre os Cigarros Electrónicos está a ter muito boa aceitação e muita parvoíce por parte de um punhado de utilizadores destas coisas, decidi colocar mais um post relacionado com o tema.

Desta vez vou abordar um acessório imprescindível para os fumadores, vaporizadores e pirómanos - o Isqueiro Electrónico. Vejam algumas fotos deste produto:









Este isqueiro, que à primeira vista parece ser um isqueiro comum, tem duas funcionalidades principais. Permite acender uma chama e como tal, pode ser utilizado para acender cigarros normais e caso a bateria dos cigarros electrónicos termine e os seus utilizadores necessitem de vaporizar/fumar/queimar alguma coisa e não podem recarregar o aparelho, podem sempre acender a ponta do cigarro electrónico com este isqueiro electrónico e vaporizarem um novo sabor: "Queimado”.

A segunda grande funcionalidade deste isqueiro é o facto de também poder ser utilizado como memória USB. Existem versões com memória interna de 2, 4 ou 8Gb onde os utilizadores poderão armazenar ficheiros.

Se não conseguirem resistir e pretenderem adquirir um destes isqueiros ou obter mais informação sobre os mesmos, poderão fazê-lo aqui e os preços variam entre $27 e $39 (que corresponderão a valores em Euros que dependerão da taxa de conversão no momento da leitura deste post).

segunda-feira, 14 de março de 2011

Greve dos Camionistas 2011



Nada melhor para resolvermos os problemas do país do que organizar uma paralisação e greve das empresas de transporte de mercadorias e dos seus camionistas. Os camionistas reclamam porque os preços dos combustíveis estão caros, os preços das portagens das auto-estradas estão caros e os preços das SCUT existem. E o que fazem para resolver estes problemas? Não fazem nada, literalmente. Em lugar de efectuarem mais uns quantos fretes de transporte para as empresas que ainda vão conseguindo vender, encaixando algum dinheiro pelos serviços de transporte prestados, preferem ter os camiões parados. Como estamos numa democracia, todos os camionistas e todos os outros profissionais, ou seja, todas as pessoas são livres para se manifestarem, mas a liberdade termina imediatamente quando um camionista, por não concordar com a greve ou porque simplesmente depende do camião e dos fretes que faz para colocar comida na mesa dos seus e não se pode dar ao luxo de parar, não adere à greve. Para além de ver o seu trabalho dificultado devido aos restantes grevistas, ainda tem que enfrentar algumas pedradas (mesmo não conduzindo o autocarro do Benfica) e pagar os estragos que os outros lhe fazem (já para não falar em coisas piores do que pedradas como ameaças e agressões…).

Temos que recuar a Junho de 2008 para recordarmos a última paralisação deste sector mas é necessário ter muita imaginação para tentar visualizar resultados práticos da mesma para além do caos e as rupturas de stock nos supermercados e não só.

Em relação aos preços dos combustíveis posso chamar a atenção para um pequeno detalhe, que é o seguinte: o transporte dos combustíveis é feito por camião e se a paralisação provocar escassez de combustível nos postos de abastecimento, isto irá provocar um aumento dos preços dos combustíveis tendo em conta as leis da oferta e da procura: quanto menor a oferta e maior a procura, maiores os preços.

No meio disto tudo surgiram-me algumas dúvidas que gostaria de partilhar…



Se esta é uma greve para os camionistas que transportam mercadorias, o que acontece quando se é um camionista que conduz um camião que transporta outros camiões? Vamos tentar perceber melhor este cenário paradoxal: Vamos assumir que um camião não é uma mercadoria – Se um camião só transporta mercadorias e neste caso levar outros camiões, então isto significará que um camião de camiões não necessitará de parar e poderá transportar outros camiões de mercadorias em cima. Como estes últimos vão parados por definição (motor desligado e rodas paradas), estarão ao mesmo tempo paralisados e em greve, mas ao mesmo tempo poderão transportar as suas mercadorias na mesma para os destinos (o mesmo pode ser feito num ferry, barco, comboio ou avião). Vamos agora assumir que um camião é de facto uma mercadoria – Se um camião é uma mercadoria então não precisa de parar porque não é um camião, ou seja, qualquer camião pode circular na estrada e a greve não fará qualquer sentido. Este paradoxo poderá acabar imediatamente com a greve já que os camionistas poderão todos fazer greve enquanto trabalham, não atrapalhando mais ninguém e até poderão abrir novas oportunidades para empresários abrirem novas empresas de transporte de camiões de transporte de mercadorias, criando mais emprego.



Caso o Optimus Prime dos Transformers (o camião azul e vermelho líder dos autobots) estivesse em Portugal também deveria/poderia participar na greve? Tinha que ficar paralisado em forma de camião ou também tinha de ficar paralisado quando estivesse em forma de humanóide?



Se alguém estiver a jogar em Portugal um dos jogos de simulação de camiões, como o caso do jogo Euro Truck Simulator ou UK Truck Simulator para PC, também terá de aderir à greve?



Os putos que têm camiões de Lego terão de parar de brincar com eles?



Uma vez que os bombeiros também têm camiões, será que têm que aderir à paralisação, mesmo existindo incêndios que necessitem de ser combatidos com a mercadoria "água?



Se alguém andar de camião sem atrelado, poderá fazê-lo porque na prática se chama tractor e a greve é apenas para camiões?



Os eventuais camiões carregados de mercadorias a transitar em Portugal, como bens alimentares, roupa, tendas, medicamentos e outros bens essenciais para serem transportados como ajuda humanitária para a Líbia ou até para o Japão deverão parar e aderir à greve?



Como a greve apenas começou às 00h de hoje e caso algum camionista tenha parado antes da hora para descansar ou para efectuar a pausa obrigatória por lei tendo em conta o número de horas consecutivas máximo e a conduzir estará a desrespeitar a greve? Será que os outros camionistas vão validar o seu tacógrafo e verificar se pararam apenas depois da meia-noite?



Será que a linha de montagem nas fábricas de camiões também têm que parar para que os camiões que estão a deslocar-se na linha também adiram à greve e parem?



Os “camionhistas” brasileiros que trabalhem em Portugal ou passem por Portugal também têm que parar os seus caminhões, mesmo que a greve seja apenas de camionistas e os camiões tenham de parar?



Será que os camiões do lixo (indiferenciados) e recolha selectiva (ecopontos) também têm que parar e aderir à paralisação deixando acumular o lixo nas ruas ou podem continuar a transportar a mercadoria para os aterros e estações de triagem que deitamos fora todos os dias?



Será que os camiões que transportam e misturam betão também têm que parar o tambor de mistura do betão, inutilizando-o para sempre porque o betão acaba por secar (mesmo chamando os “Caçadores de Mitos” do Discovery Channel) ou têm de parar apenas as rodas?


Ficam as dúvidas para meditarmos um pouco sobre se as greves resolvem ou agravam ainda mais os problemas do país, das empresas e das pessoas.

sábado, 12 de março de 2011

Manifestação Geração à Rasca



Foi convocada para hoje, pelas 15h em sítios e locais diversos (sendo os principais locais, a Avenida da Liberdade em Lisboa e na Praça da Batalha no Porto), uma manifestação (ou protesto) por parte de um movimento auto-denominado de Geração à Rasca. Este ajuntamento foi convocado através do Facebook e consta que estarão no protesto mais de 1 ou 2 pessoas (se não chover muito). Segundo a organização este será um protesto “Apartidário, Laico e Pacífico”, mas só mais logo teremos a certeza se foi pacífico ou não quando for efectuado o rescaldo dos acontecimentos. Vejam o vídeo sobre a manifestação:



Gostaria de salientar que não me parece que sejam os organizadores deste protesto aqueles que verdadeiramente sofrem com os problemas actuais da sociedade. As pessoas que realmente têm dificuldades não andam na Internet à registarem perfis no Facebook, aliás, nem devem sequer ter computador em casa e muito menos uma ligação à Internet para fazê-lo. As pessoas que realmente têm problemas contam cada cêntimo e cada euro dia após dia para tentarem que o dinheiro chegue para se alimentarem e aos seus. As pessoas com reais dificuldades não têm dinheiro para produzirem umas t-shirts, bandeiras e cartazes para as manifestações nem mesmo para gastarem o dinheiro em transportes para se deslocarem até aos locais marcados. E para além de não terem recursos, também não têm tempo, porque cada dia que têm será com certeza mais um dia para tentarem encontrar um emprego ou um biscate para ganharem algum dinheiro para sobreviverem. Estas pessoas são as que realmente estão à “rasca”.

Mas perguntam vocês, então quem são estes que se organizam e se manifestam? Não tenho realmente a certeza, mas posso tentar adivinhar… Diria que muitos deles devem ter emprego, carro próprio, novo e já pago, vivem à custa dos pais e na casa dos mesmos ou em casas oferecidas pelos pais, não têm filhos para sustentar, não tem encargos com créditos habitação ou com electricidade, gás, água, têm mesada para estourar todos os meses, têm um computador ou portátil topo de gama para navegarem na Internet pelas redes sociais, fóruns e blogs, têm telemóveis de valor superior ao orçamento mensal de uma família com dificuldades, têm muito tempo livre, saem à noite, vão ao cinema, fartam-se de viajar, e por último divertem-se a criarem movimentos e grupos para se manifestarem e aparecerem na TV e são os primeiros a dizer que se vive mal em Portugal. Se o pessoal que se enquadra neste perfil (do Facebook) que acabei de descrever estiver mesmo à rasca poderá dirirgir-se a um qualquer WC para aliviarem o intestino tal como é exemplificado no cartoon seguinte (do Henrique Monteiro ou “henricartoon”, se preferirem):



Este tipo de manifestações têm bastantes similaridades com o Carnaval e não percebo a necessidade de outro Carnaval já que o oficial ocorreu há poucos dias. As similaridades são as seguintes:
  • As pessoas reúnem-se para fazer barulho
  • As pessoas mascaram-se com trajes alegóricos às várias causas e enchem-se de adereços, fazendo até sátira aos vários representantes do governo
  • Existem vários grupos presentes na manifestação (sejam movimentos, partidos da oposição, sindicatos, etc.) como se de escolas de samba se tratassem
  • É feito um desfile
  • Existe “música” (já que os Homens da Luta vão estar presentes)
  • No final é feita uma avaliação da manifestação para escolher o vencedor

Uma vez que este tipo de manifestações é muito similar ao Carnaval, proponho a criação de uma espécie de Sambódromo num local estratégico, com bancadas e tudo, para que as manifestações ocorram sempre no mesmo local, que poderá denominar-se por “Manifestódromo”, “Protestódromo” ou “Circo”.

Falta-me incluir aqui os links para todos aqueles que pretendam obter mais informação sobre a Geração à Rasca: Blog e Facebook.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia internacional da mulher

Para além do dia de Carnaval, hoje é também o dia internacional da mulher e como tal, decidi dedicar-lhes o vídeo seguinte que demonstra que as mulheres, que sempre lutaram pelos seus direitos e pela igualdade, podem de facto perseguir os seus sonhos e ambições, conjugando-os com os desportos de alta competição. Vejam o exemplo da Natalia Ischenko:

Frango com cocó


O Pingo Doce acaba de lançar mais um anúncio daqueles que são mesmo maus, ou seja, com cantorias e pessoas a sorrirem. Desta vez fizeram um anúncio e uma música para venderem frango do campo com cocorocó a € 2,99 o kg. Vejam o vídeo:



No anúncio referem que o frango do campo Pingo Doce é alimentado com cereais, e os outros são alimentados com o quê? Com carne? Com peixe? Com leite? Com fast food? Com canja? Com frango de caril? Não, tanto quanto sei, todos os outros frangos são alimentados com cereais ou rações produzidas a partir de cereais. Este frangos do campo Pingo Doce muito provavelmente são “alimentados” em linhas de engorda, tal como os outros frangos normais, com a diferença que o aviário está localizado no campo.

E o que dizer da “música”? A letra da “música” é traiçoeira, já que existem muitas pausas entre as sílabas do termo “cocorocó”, e as pessoas mais desatentas que ouçam apenas uma parte da “música” ou que a ouçam enquanto fazem zapping pelos vários canais de TV, poderão ouvir apenas o seguinte: “O Pingo Doce tem cocó” e não me parece que fiquem com água na boca e com vontade de comerem o frango do campo Pingo Doce (ou outro qualquer produto). Eu diria até que o único fluído que poderá vir para a boca dessas pessoas será o vómito.

Créditos Altamente



As taxas Euribor começaram a subir e como tal, também as prestações dos créditos habitação começarão a subir. Como se não bastassem as subidas dos empréstimos, a partir de hoje também as nossas casas poderão começar a subir (se forem casas de madeira fina ou de esferovite, claro). Uns engenheiros, cientistas ou reformados do programa “How Hard Can it Be?” do canal televisivo National Geographic, decidiram imitar o filme “Up – Altamente” da Disney/Pixar em que um velhote (o Sr. Carl) decide fazer voar a sua casa com centenas de balões e partir para a aventura com que ele e a sua esposa sempre sonharam. Vejam as fotos e o vídeo:









Se um dia virem alguém das finanças ou do banco a tentarem colocar uns balões atados às vossas casas, tenham muito cuidado porque não estarão a preparar-vos uma festa surpresa, estarão sim a levar-vos a casa, literalmente (e não é nada “Altamente”).

segunda-feira, 7 de março de 2011

Homens da Luta



O “grupo” Homens da Luta, composto pelos irmãos Gel e Falâncio, venceu no Sábado o Festival da Canção 2011, que teve lugar no Teatro Camões em Lisboa. A “canção” vencedora foi a “A Luta é Alegria” que é um tipo de cantiga de escárnio e maldizer ou de intervenção (seja lá o que isso for) sobre Portugal, sobre o governo e sobre a crise. É caso para dizer, que para um concurso de merda, um vencedor de merda, e não existirá melhor local para falar sobre este tema do que no pior blog de todos – o AindaPiorBlog. Em Maio vão à Alemanha, a Düsseldorf participar na 55ª edição do Eurovision Song Contest de 2011.

Aproveito para deixar aqui o vídeo com a entrega do troféu e com a “música” para se deleitarem com a qualidade da mesma:



O povo português está dividido com este acontecimento: existem aqueles que dão importância ao Festival e afirmam que Portugal ficará mal representado e que ficará com uma imagem internacional denegrida, outros, muitos dos quais votaram através de telefone para elegerem o vencedor desta edição portuguesa do Festival da Canção, pretenderam protestar contra o governo aliando-se a este “grupo”, outros ainda votaram neles apenas pela palhaçada e galhofa, outros como eu desprezam o acontecimento por este não ter qualquer impacto no que quer que seja.

Esquecendo por um pouco a qualidade da música ou a falta dela, quais serão os benefícios da mesma para o país? Não criaram emprego, não diminuíram o preço dos combustíveis, não diminuíram o défice, não aumentaram os salários, não diminuíram os impostos, não diminuíram a desigualdade social, não resolveram os problemas na saúde nem na educação, não diminuíram as taxas Euribor, não diminuíram os spreads nem aumentaram os juros dos depósitos a prazo, não retiraram as portagens das SCUT nem diminuíram as portagens nas auto-estradas, não curaram o cancro nem a sida nem alimentaram os pobres e os sem-abrigo. Então afinal a sua luta não beneficiou em nada as outras pessoas, apenas se beneficiaram a si próprios uma vez que se aproveitaram da situação que o país atravessa para benefício próprio e viram uma forma de ganhar uns trocos. Então porque descrevem na comunicação social esta música como sendo uma música de intervenção? Para além de intervirem nos meus ouvidos e nos seus próprios bolsos, não me parece que os irmãos Gel e Falâncio o tenham feito em mais nenhuma frente.

A utilização da palhaçada para a criticar de forma destrutiva e sem acções concretas e construtivas não é um caso isolado. Se bem se lembram tivemos um caso destes nas eleições presidências de 2011 cuja palhaçada foi interpretada pelo candidato José Manuel Coelho. Já o “grupo” Deolinda tem a “música” “Parva que sou” que também critica a crise para vender uns discos e CDs. No parlamento existe muita palhaçada deste tipo interpretada pelos representantes dos partidos pequenos da oposição que sabem que podem criticar à vontade e com “piada” porque sabem que serão a eterna oposição e nunca estarão no governo para agirem de facto. Mas este problema não se limita ao nosso pais, no Brasil por exemplo, a palhaçada foi interpretada por um palhaço (mesmo palhaço assumido), o Tiririca, que conseguiu até um lugar como Deputado Federal de São Paulo (e agora vamos ver se faz alguma coisa).

Se pretenderem aceder ao site oficial do Festival, podem fazê-lo aqui.

domingo, 6 de março de 2011

Aquilo que é um Post

Ultimamente temos assistido incrédulos ao aumento de um fenómeno esquisito por parte de pessoas que falam em público ou nos meios de comunicação que denominei de “Tendão de Aquilos”. Estou-me a referir à utilização excessiva das expressões “Aquilo que é…”, “Aquilo que são…” e “Tudo aquilo que é…”. Estas irritantes expressões são utilizadas quando as pessoas que estão a discursar pretendem alongar os seus discursos, dando a entender que sabem do que estão a falar naquele momento e é também utilizada para responder a qualquer pergunta que lhes seja dirigida. Os especialistas na utilização destas expressões são o Primeiro-Ministro José Sócrates e os “comentadores” desportivos Rui Santos e Luís Freitas Lobo.

Vejam alguns exemplos comuns da utilização destes termos:

Quando um jornalista pergunta a José Sócrates o que vai fazer sobre um determinado tema, José Sócrates emprega de forma magistral o termo, respondendo “Serão efectuadas todas aquelas que serão as medidas necessárias para conseguir superar todas aquelas que serão as necessidades”. Não só pode utilizar sempre a mesma resposta para qualquer pergunta, como ao responder, parece mesmo perceber o que está a dizer.

Quando o Rui Santos ou o Luis Freitas Lobo comentam uma partida de futebol, em lugar de dizerem que uma determinada equipa está bem organizada em campo, simplesmente referem “Que as equipas têm aqueles que são os seus processos em campo bem organizados” e por vezes acrescentam mais alguma informação referindo que “Os jogadores estão a colocar em campo todos aqueles que são os seus processos ofensivos e defensivos”.

Para perceberem como poderão utilizar vocês mesmos estes termos no vosso dia-a-dia, enriquecendo o vosso vocabulário, vou reescrever o primeiro parágrafo deste post.

“Ultimamente temos assistido incrédulos ao aumento daquilo que tem sido um fenómeno esquisito por parte de todas aquelas pessoas que falam em público ou em todos aqueles que são os meios de comunicação que denominei de aquilo que é o “Tendão de Aquilos”. Estou-me a referir à utilização excessiva de todas aquelas que são as expressões “Aquilo que é…”, “Aquilo que são…” e “Tudo aquilo que é…”. Estas irritantes expressões que são aquelas que são utilizadas quando todas aquelas que são as pessoas que estão a discursar pretendem alongar todos aqueles que são os seus discursos, dando a entender que sabem de tudo aquilo sobre o que estão a falar naquele momento e é também utilizada para responder a todas aquelas que são as perguntas que lhes sejam dirigidas por quaisquer que sejam as pessoas. Todos aqueles que são os especialistas na utilização destas expressões são o aquele que é o Primeiro-Ministro José Sócrates e todos aqueles que são os “comentadores” desportivos Rui Santos e Luís Freitas Lobo.”