domingo, 8 de agosto de 2010

Volta a Portugal



A 72ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta já começou e hoje foi a prova mais difícil, aquela que coloca frente-a-frente os ciclistas e a serra da Senhora da Graça. Eu não costumo acompanhar muito este desporto, mas hoje, e como estava a desesperar a olhar para os outros canais, decidi ver a chegada à meta que passou na RTP1. Enquanto observava os ciclistas em sofrimento depois de terem percorrido mais de 170km, durante quase 5 horas a pedalar, reparei naquelas “pessoas” que correm atrás dos ciclistas e lhes atiram água fria para a cabeça e para as costas com garrafas, garrafões e até baldes (como vi hoje). Eu escrevi pessoas entre aspas porque normalmente são os cães que têm este tipo de atitudes de andar a correr atrás de bicicletas (peço desculpa a todos os cães que estejam a ler o blog e que tenham ficado de alguma forma ofendidos com esta comparação).



Eu acredito que os corredores estejam com a temperatura corporal bastante alta devido ao esforço da prova e devido ao Sol, mas não me lembro de ver nenhum corredor em chamas para irem estes anormais apagarem um incêndio. Para além de os incomodarem com o choque térmico provocado pela água gelada, ainda obrigam os corredores a desviarem-se e a perderem as poucas forças que ainda lhes restam, e o pior de tudo, ainda arriscam a integridade física dos ciclistas.

Para tentar reduzir este flagelo para o ciclismo, decidi fazer alguma investigação e encontrei algumas soluções que os corredores poderão usar nas próximas provas para afastarem estes indivíduos enquanto pedalam ou para minimizarem os efeitos do lançamento de água:

Capota amovível:
Os ciclistas podem acoplar nas suas bicicletas de competição esta capota desmontável que será capaz de os proteger contra o público que atira água durante as provas.








Capota permanente:
Se a água é um problema em todas as etapas de todas as provas, os ciclistas poderão optar por uma bicicleta um pouco menos aerodinâmica mas com capota anti-chuva permanente:



Fatos à prova de água:
Se não for possível aos ciclistas a troca de bicicleta, poderão optar por um dos fatos anti-chuva que encontrei:





Bicicletas de Bombeiro:
Se pretenderem afastar este tipo de “pessoas”, os ciclistas poderão optar por usarem bicicletas munidas com mangueiras e extintores para responderem na mesma moeda, atirando com água contra estas "pessoas", tal como costuma acontecer nas manifestações não pacíficas. Estas bicicletas permitem ainda aos ciclistas auxiliarem os bombeiros no combate aos incêndios:







A todos o que alguma vez atiraram água aos ciclistas, deixo aqui uma recomendação: "Vão dar uma volta e não voltem!"

1 comentário:

Rita, a dogmática disse...

Isto sim, é ser visionário :p