
Ontem na RTP1 estreou o programa “Maratona de Humor”, um programa dedicado ao stand-up comedy que supostamente iria juntar comediantes e humoristas profissionais com amadores num palco liderado pelo Rui Unas. Mal soube que o Rui Unas era o apresentador percebi logo que o programa poderia ter alguma piada e decidi ver. É que tem mesmo muita piada dizer que o Rui Unas tem piada. É deveras hilariante e felicito a quem teve esta ideia brilhante. Imaginem-se num grupo de amigos a dizerem a seguinte piada: “Pessoal! Sabem quem tem mesmo muita piada? O Rui Unas!”. Toda e qualquer pessoa com algum sentido de humor irá desatar-se a rir sem parar durante horas. É infalível. Aliás, eu ainda não parei de rir desde ontem e entretanto já vi e ouvi coisas muito tristes, como por exemplo, o novo anúncio da Compal com o tema Frutologia. É mesmo mau e no entanto continuei a rir enquanto o via.
Mas voltemos ao programa que veio colocar a RTP mais uma vez na lista de canais que vejo de vez em quando. Não é todos os dias que este canal coloca no ar um programa que não esteja relacionado com música e dança (e depois queixam-se que a GfK comete erros nas medições de audiências). Não me lembro ao certo de todos os nomes dos humoristas que lá passaram (mas segundo o que li no site da RTP1: Apresentação: Rui Unas; Participação Especial: Luís Pereira de Sousa; Humoristas: Nilton, Eduardo Madeira, Óscar Branco, António Raminhos, Marta Gautier, Rita Camarneiro, Hugo Sousa e João Seabra), mas alguns dos amadores foram bem melhores que outros (ou melhor dizendo, do que as outras) que se apresentaram como humoristas profissionais. Apesar de globalmente ter tido piada, este programa veio confirmar uma vez mais que as mulheres não têm jeito nenhum para o humorismo. Ontem apareceram lá 3 humoristas femininas, cujas intervenções podem ser resumidas da seguinte forma:
Marta Gautier:
Parecia uma drogada, esgazeada e esfomeada que não sabia falar e o único que saía da sua bocarra eram gritos, grunhidos e murmúrios sem qualquer piada. Quem lhe disse que tinha piada, enganou-a bem e provocou que toda uma plateia e todo um conjunto de telespectadores sofressem ao ver tal atrocidade. No meu caso, aguentei apenas 20 segundos e tive que utilizar a inovadora funcionalidade da Meo Box… meti em pause, esperei 5 minutos, carreguei em fast forward até que a senhora tivesse abandonado o palco e continuei a ver o programa descansado. Há quem diga que escreve livros, só espero que não seja tão má escritora como é humorista;
Rita Camarneiro:
Esta “humorista” não tinha piada, mas era engraçada para a vista de homens e algumas mulheres lésbicas. Mas que eu saiba, não é pelo facto de ir para um palco toda provocativa e sensual, inclinar-se para a frente e mostrar mais pernas do que saia e dizer algumas piadas porcas que passa a ser humorista. Mais uma vez tive de utilizar a tecnologia do comando da Box e carreguei em “mute” para parar de ouvir a miúda (continuando a ver, claro para ter a certeza que ela abandonava o palco, claro). Se esta fosse uma Maratona de Amor e não uma Maratona de Humor, provavelmente teria mais jeito e sucesso;
Humorrrrista:Apareceu também uma miúda (suposta "humorista" amadora) que carrrrregava muito nos “Rs” que foi para o palco dizer algumas “piadas” básicas que só poderiam fazer rir pessoas com idades inferiores a 5 anos ou superiores a 95 (mas não todas).