domingo, 18 de setembro de 2011

Trela com Sacos Plásticos



No outro dia divulguei aqui o conceito de uma trela para cães com aspirador de fezes e hoje decidi divulgar uma solução também ela interessante, mas mais adequada para os proprietários de cães mais conservadores, aqueles que gostam de pegar nas fezes directamente e colocá-las num saco plástico.

Esta nova trela, de seu nome “BBone' Strap”, é composta por uma pega em forma de osso para criar uma envolvente conceptual com o animal. Na minha opinião esta não foi uma escolha feliz porque me parece que o produto deixará de ser a solução para passar a fazer parte do problema já que o animal poderá achar que aquilo é para roer/comer e então lá se foi o produto para o estômago, que depois irá eventualmente sair pelo traseiro do cão misturado nas fezes. Independentemente da forma que a pega venha a ter, a mesma incorpora no seu interior a verdadeira inovação do produto, um rolo de sacos plásticos, aproveitando o conceito daqueles rolos de sacos plásticos que existem na secção de frutas e legumes do vosso hipermercado preferido. O utilizador, munido de um arsenal de sacos de plástico, poderá enfrentar os desafios diários de ir passear os seus melhores amigos e terem de apanhar todas aquelas fezes que eles expelirem.

Vejam as fotos do produto que foi concebido pelos designers chineses Yeran Ji & Som Choi:









Os proprietários de restaurantes chineses ficaram muito entusiasmados com esta nova trela Made in China, mas não porque a poderão utilizar para passearem os seus cães, mas sim para caçarem os cães abandonados que passeiem pelas imediações dos seus estabelecimentos. Eles planeiam usar as artes marciais dos Monges Shaolin para transformar a trela numa arma letal para atingirem os animais, como se de um chicote se tratasse. Os sacos plásticos existentes na trela servirão para transportar os animais mortos pelas traseiras dos restaurantes directamente para as cozinhas. Segundo pude apurar parece-me que pretendiam que os sacos plásticos passassem a ser opacos para não revelar à clientela quais os ingredientes secretos das suas iguarias.

Da próxima vez que forem a um restaurante chinês duvidoso e escolham o prato de Chop Suey de Canídeo, lembrem-se que o ingrediente principal poderá ter sido abatido por uma trela destas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Buracos do Jardim



A última grande catástrofe na Madeira foi provocada pelo mau tempo, inundações e pelo deslizamento de terras. Desta vez, a paisagem Madeirense está a ficar destruída pela toupeira do PSD – Alberto João Jardim, que por onde quer que passe, vai esburacando a paisagem de forma cega e insaciável.

Até agora toda esta destruição da natureza financeira das ilhas estava encoberta, mas hoje em dia, de cada vez que alguém dá um pontapé numa pedra naquele pedaço de Portugal que está afastado do Continente, é encontrado um buraco financeiro criado pelo Governo Regional da Madeira do Alberto João Jardim. O mesmo será dizer, que sempre alguém investiga as contas do governo são encontradas divididas, défices, buracos, deficiências de governação. E a única forma que eu encontro para deixar de encontrar estes buracos passa por deixar de investigar as contas das ilhas, ou pelo menos investigar com os olhos tapados ou a olhar para o lado, porque senão tivermos provas de que elas existem, então é porque não existem.

E a pergunta que toda a gente tem feito ultimamente é a seguinte: “Como é que o Governo Regional da Madeira gastou todo esse dinheiro que não tinha? A resposta é: com festas, desfiles de carnaval, comes e bebes, campanhas eleitorais, obras megalómanas para angariar votos, inaugurações, congressos para criticar o PS e Portugal continental, etc. E para quem vai sobrar esta reparação do Jardim? Quero acreditar que sejam os próprios Madeirenses a responderem pelos seus erros, mas desconfio que não vai ser suficiente e vai representar mais impostos para todos os portugueses, pelo menos para aqueles que trabalham.

Uma vez que estamos perante um problema no Jardim e do PSD que está no governo, sugiro que seja o Miguel “Relvas” a chegar-se à frente com uma enxada.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Memes, Rage Faces e Trolls

Tenho assistido em silêncio (até hoje) ao crescimento de uma praga na Internet que parece não ter fim – os memes, as rage faces, poker faces, troll faces, fuckyeahs faces, e sei lá mais o quê.

Tanto quanto pude perceber pela minha longa investigação de 5 minutos sobre isto, estas coisas baseiam-se todas num conceito que tem tanto de simples como de estúpido. Trata-se de criar uma “banda desenhada” (ou tirinha) e utilizar um conjunto mais ou menos finito de caras ou expressões (estranhamente desenhadas por pessoas distintas e de personagens que nada têm a ver uns com os outros) que demonstram estados de espírito e com elas contar uma história sem qualquer história. Quanto mais parva for a história a contar com estas caras e menos piada tiver, mais piada terá para os amantes destas coisas. É um dos muitos paradoxos da Internet.

Se estão a ler isto e também não sabem o que isto é, posso adiantar que o vosso estado mental apresenta-se satisfatório e não estão a perder nada de interessante. Se por outro lado sentem uma enorme vontade de enviar um comentário (ou até um e-mail) a criticar-me e chamar nomes isso significa que muito provavelmente farão parte dos muitos fãs destas coisas, e nesse caso, já não poderei afirmar que a vossa sanidade mental esteja em boa forma. Seja como for, comentários que piorem o blog são sempre bem-vindos.

Existem já centenas ou mesmo milhares de blogs apenas dedicados a esta moda, existem ferramentas de desenho online específicas para a criação de bandas desenhadas deste tipo, existem pessoas a viver dos rendimentos dos seus blogs/sites sobre este tema e da venda de t-shirts e canecas alusivas a estas caras, resumindo, o mundo está perdido.

Estas bandas desenhadas ou tirinhas são tão más e os blogs que se baseiam nisto para fazer humor são tão maus que colocam o AindaPiorBlog em sério risco de se tornar um blog mais ou menos ou até bom. Como não posso permitir que isso aconteça, decidi descer mais baixo um pouco e criei a pior banda desenhada de todas para partilhar com todos vocês. Ora aqui vai, desfrutem:



E não, não necessitam de enviar mais informação ou explicações sobre este tema porque não o quero aprofundar muito mais...

domingo, 4 de setembro de 2011

Megafinance



As empresas portuguesas em dificuldades financeiras têm agora uma oportunidade única (e por tempo limitado, como vão poder perceber lendo todo este post) de resolver todos os seus problemas já que podem recorrer aos serviços da “empresa” Megafinance.

Qualquer empresa que contrate a Megafinance para reestruturações chega rapidamente à conclusão que terão de abrir falência, insolvência, demência e todos os outros termos técnicos terminados em “ência”, resolvendo dessa forma todos os problemas financeiros que possam ter. Ao deixarem de ter a sua empresa, os empresários ficam automaticamente libertados de todo aquele fardo empresarial que tantos problemas lhe proporcionavam:
  • Deixam de pagar salários, porque deixam de ter funcionários
  • Deixam de pagar aos fornecedores porque ao não venderem, também não necessitam de comprar matérias-primas para produzirem os seus produtos
  • Deixam de produzir, logo também não necessitam de ter unidades fabris e maquinaria a funcionar todos os dias
  • Deixam de consumir nas empresas electricidade, água, porque não precisam
  • Deixam de se preocupar com reestruturações e decidir que funcionário é o mais adequado para que posição e se necessitam de despedir/contratar mais funcionários, porque a empresa deixando de existir, deixa de existir também a necessidade de ter um organigrama


E qual é o segredo da Megafinance para resolver os problemas de qualquer empresa, ganhando muito dinheiro no processo? O segredo é o facto de esta “empresa” ter a sorte de ter nos seus quadros um indivíduo com a quarta classe de escolaridade, mas que é doutorado em burlas – O Dr. Pedro Xavier Pereira, ou Dr. Cohen para os amigos da net que jogam Travian. Este cérebro das burlas empresarias apresenta-se junto das empresas que recorrem aos serviços da Megafinance com uma solução engenhosa (para a Megafinance):
  1. A empresa em dificuldade e sem dinheiro para pagar aos fornecedores e funcionários pede ajuda à Megafinance
  2. O Dr. Pedro Xavier Pereira apresenta-se como consultor e apresenta logo um ou dois cúmplices que ficaram com o doutoramento em qualquer coisa num ápice
  3. A empresa em dificuldades e sem dinheiro paga centenas de euros a estes indivíduos pelos seus serviços, em numerário, que é melhor e tal para não criar burocracia excessiva e para o FISCO e autoridades mais tarde não terem provas
  4. A Megafinance apresenta um contrato à empresa em dificuldades para ficar com 51% da empresa e obrigando a mesma a depositar nas contas da Megafinance os lucros, o que significa que a Megafinance passa a controlar a empresa em dificuldades dividindo as responsabilidades e os proveitos, ou melhor, a Megafinance fica com os proveitos e a empresa me questão fica com os problemas que já tinha (mais um)
  5. A Megafinance cria um PEC para reestruturar estas empresas (Plano para Enganar os Coitados)
  6. Se a empresa tinha dificuldades em pagar aos funcionários e aos fornecedores sem a Megafinance, então passando os poucos lucros que ainda vão tendo para a Megafinance, mais dificuldades vão ter e rapidamente irão fechar portas
  7. Fechando as portas, a Megafinance ficou com o dinheiro que conseguiu extorquir e a empresa em questão deixa de ter problemas, porque desaparece

Resumindo e para fazer o paralelismo com situações mais mundanas para que as pessoas percebem a forma de agir desta “empresa”, se a Megafinance vê uma pessoa a afogar-se e a pedir ajuda, atira-lhe uma pedra de 100kg para a ajudar; se a Megafinance vê uma pessoa à beira do precipício, incentiva-a a dar um passo em frente; se a Megafinance vê uma pessoa na rua a pedir esmola, retira-lhe todas as moedas e notas da lata para que a pessoa não tenha a lata tão pesada; se a Megafinance vê uma velhota no passeio a preparar-se para a atravessar a rua com dificuldades em segurar os sacos das compras e a sua bolsa, os consultores da Megafinance atravessam a rua com a bolsa e com as compras da velhota, deixando a senhora para trás mas sem peso. Podia estar aqui o dia inteiro a dar exemplos, mas penso que todas as 2 ou 3 pessoas que vão ler isto não irão ter dificuldades em perceber o que a Megafinance faz.

Como os meios de comunicação como a SIC e as autoridades têm andado a investigar este assunto, não deve demorar muito para que a Megafinance feche as portas e deixe de prestar os seus serviços ao mercado. Como tal e se têm uma empresa que atravessa qualquer tipo de dificuldades ou até se tem uma empresa saudável financeiramente e pretende que a mesma feche rapidamente para terem de criar outra, poderá contactar a Megafinance para o ajudar a fechar a empresa. Mas seja rápido antes que as justiça tome medidas.

Tendo em conta as actividades que a Megafinance pratica no mercado, ocorreram-me nomes mais apropriados para esta “empresa” que farão com que as pessoas tenham uma melhor percepção dos serviços prestados. Como tal e caso a Megafinance pretenda um rebranding, apresento aqui algumas ideias:
  • MegaFananço
  • MegaGamanço
  • MegaFalências
  • NegaFinanças às S.A.
  • Pega nas Finanças das S.A
  • MegaFinanças Limitadas
  • MegaFiasco
  • SecaFinanças

sábado, 3 de setembro de 2011

Mãe de Braga

A SIC continua a insistir em mostrar várias reportagens, em vários serviços noticiosos e programas de “entretenimento” uma senhora de seu nome Carina Peixoto, da zona de Braga, que entregou os filhos a uma irmã devido a dificuldades financeiras e de preguiça. Segundo pude apurar a senhora não queria trabalhar e então ficou sem dinheiro e como não podia alimentar os filhos, passou a responsabilidade para outros por ser mais fácil.

Vejam a "reportagem", ou passem à frente para lerem desde já as minhas conclusões:




O que mais me chocou foi a forma orgulhosa com que dizia que se há coisa que ela sabe fazer “é ser mãe”. Ser mãe não é só dar à luz as crias, mas sim trabalhar árdua e constantemente para manter o bem-estar dos seus filhos e não se deixar vencer pela preguiça e facilitismo, passando essa responsabilidade para terceiros.

Ora vamos lá analisar com mais cuidado e profundidade este caso. A senhora não precisava de ir à televisão mendigar por trabalho quando existem por aí muitos trabalhos para as pessoas que realmente querem trabalhar. “Empregos” daqueles onde não se faz nada e se ganha muito, não existem muitos (porque a maioria das ofertas deste tipo são na política e função pública e já estão todas ocupadas).

Para desmistificar mais este caso, posso afirmar que numa manhã é possível dar uma volta física ou virtual por Braga, pelas ruas, por centros comerciais e na Internet e é possível encontrar dezenas de ofertas de emprego em restaurantes, cafés, lojas de roupa, empresas de limpezas, de costura, etc. Mas esta senhora não procurou este tipo de trabalhos porque é preciso trabalhar, mas foi à televisão mostrar-se em reportagens para angariar empregos muito melhores, como o caso de emprego em restaurantes, cafés, lojas de roupa, empresas de limpezas e de costura. Ou então pretendia que as pessoas por sentirem pena dos preguiçosos doassem dinheiro fácil para o ganhar sem qualquer esforço.

Esta senhora aparenta ter todas as suas faculdades motoras e idade para trabalhar como os restantes e só não o faz porque não quer e é hipócrita o suficiente para se auto-caracterizar como “necessitada”, esquecendo que existem pessoas em piores condições de saúde, que nem casas têm, com mais idade, com vontade de trabalhar mas não podem e que não têm sequer forma de pedir ajuda e atenção para os seus problemas através dos meios de comunicação.

Algumas pessoas ingénuas que viram esta reportagem ficaram sensibilizadas e sentem pena por esta senhora criando uma “onda de solidariedade”, o mesmo não se passou comigo que consigo ver um bocadinho além do superficial. Para além disso, esta senhora “vendeu” as crianças em troca de 5 minutos de fama na televisão, prática que costuma ser crime noutros países.

domingo, 28 de agosto de 2011

Concurso Melhor Blog Português 2011

Estou farto de procurar e ainda não encontrei nenhum site nacional (de Portugal) ou internacional (Brasil) onde se façam concursos para eleger o melhor blog Português e onde eu pudesse participar com o AindaPiorBlog para ficar em último lugar (já encontrei um ou dois sites, mas são uma porcaria e como tal não merecem sequer o tempo que uma pessoa perde para se inscrever, como o caso deste aqui).

Nos últimos dois anos (pelo menos) a Super Bock tinha criado o Super Bock Super Blog Awards e como aquilo não correu muito bem da última vez já que o “AindaPiorBlog no Twitter” venceu a categoria de Microblogging na edição do ano passado (provavelmente estavam alcoolizados com a cerveja) e como tal decidiram que tinham que acabar com aquilo tudo.

“E agora?”. Pergunto eu e muitos outros bloggers que por aí andam desesperados à procura daquela oportunidade de brilharem online com os seus blogs de péssima e de boa qualidade, respectivamente. Não existe por aí nenhuma “autoridade” competente online que consiga criar um concurso ou até um ranking credível e fiável que categorize e dê uma espécie de pontuação aos muitos blogs nacionais que por aí existem (que são cerca de 14). Fica a pergunta e a sugestão para o caso de alguém ler isto e que tenha mais informações sobre este tema que queira divulgar (estejam à vontade para comentar este post ou enviar e-mail com os vossos pensamentos sobre isto).

Entretanto vou colocando aqui mais coisas de qualidade dúbia para ir treinando para a eventualidade de ter de participar numa coisa dessas para perder em grande, ou seja, ficando em último.

A Voz de Portugal na RTP1


Não poderia deixar de destacar no pior blog de todos, o “programa” inédito que vai estrear na RTP1 e de seu nome “A Voz de Portugal”. Nunca tinha sido criado nem ido para o ar um "programa" onde pessoas iam para a televisão cantar, e muito menos, um que tivesse sido “apresentado” pela Catarina Furtado. Como tal, Portugal inteiro, ou parte dele (como vou explicar mais à frente), está ansioso pela estreia. Entretanto parece que já existiram umas espécies de audições online e uma tal de Prova Cega (que na minha opinião se deveria ter chamado de Prova Surda).

Desligando o modo “sarcasmo” gostaria de salientar que este vai ser o único programa de televisão que indica logo no título do mesmo qual a faixa etária do público-alvo. Se dissermos o nome muito rápido ficaremos a descobri a imediatamente a quem se destina: “Avós de Portugal”. E tendo em conta a quantidade destas porcarias que já passaram na televisão e que já enjoaram todas as outras faixas etárias, apenas os velhotes de Portugal serão capazes de ver isto (ou porque já se esqueceram dos outros, ou porque no tempo deles não havia nada disto e como tal, qualquer coisa serve para passar o muito tempo livre que têm).

Mesmo achando o nome desta coisa bastante adequado, parece-me que consigo inventar outros melhores:
  • Avós de Portugal
  • O Ruído de Portugal
  • A Voz Fecal
  • Atroz de Portugal
  • Cantaria Furtado

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Super Taça Europeia FC Barcelona vs FC Porto

O FC Barcelona, vencedor da Liga dos Campeões e o FC Porto, vencedor da Liga Europa, estão neste momento a jogar para lutarem pelo título da Super Taça Europeia 2011/2012. Apesar de estar 1-0 para o Barcelona devido a um golo de Lionel Messi (como sempre), quem de está a destacar mais é o comentador da RTP Luís Freitas Lobo com as suas espectaculares fintas à língua Portuguesa. Aproveitei o intervalo do jogo para destacar duas das muitas baboseiras que ele já disse durante a primeira parte do jogo, destacando-as com duas imagens cuja montagem e edição efectuei no notepad:

O primeiro comentário que me chocou foi o seguinte, a propósito do ex-jogador do FCPorto Falcão: “O Falcão tinha mais presença de animal de área



O segundo e provavelmente o melhor comentário de todos os tempos, proferido após o golo do Lionel Messi: “É numa cabine telefónica que o Messi faz a finta



O jogo pode acabar imediatamante, já que o jogo ou os comentários dificilmente melhorarão na segunda parte.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Regresso às aulas

Como as férias da maioria dos portugueses estão a terminar ou já terminaram, pelo menos aqueles que as têm, começam as lutas das lojas e hipermercados pela colocação no mercado das suas campanhas de publicidade e dos seus folhetos de “Regresso às Aulas”. Enquanto que para algumas lojas faz sentido promoverem os seus produtos que são utilizados pelos alunos no regresso às aulas, para a esmagadora maioria delas não faz qualquer sentido. Vamos ver alguns exemplos daquilo que estou a tentar explicar:

Folheto Staples


O folheto de regresso às aulas da Staples faz sentido porque a Staples vende material escolar, não só aos alunos, como também aos professores, como mochilas, lápis, canetas, réguas, cadernos, capas, agrafadores, pincéis, livros, etc.

Folheto Moviflor


O caso da Moviflor é exactamente o contrário já que vende móveis. Será que os pais para além de comprarem o material escolar para os seus filhos regressarem às aulas também necessitam de comprar o mobiliário para os filhos levarem na mochila e utilizarem na escola (como secretárias e cadeiras)? 99,9% dos produtos da Moviflor não estão minimamente relacionados com a escola e mesmo assim esta loja cria e publicita os seus produtos como sendo importantes no regresso às aulas. Como se não fosse mau o suficiente, o folheto da Moviflor incentiva até o abandono escolar já que na capa podemos ler o slogan “A SALA DE AULA PREFERIDA DO SEU FILHO” e na imagem podemos ver um quarto completamente mobilado ideal para ficar a dormir ou a jogar computador e faltar às aulas.

Folheto La Redoute


A loja La Redoute é outro destes casos, já que se trata de uma loja que vende roupa e mesmo sabendo que tanto os alunos como os professores devem ir vestidos para a escola (excepto algumas professoras que vão nuas para a escola em revistas para adultos), esta loja não vende nada específico para a escola.

Podia procurar e enumerar muitas mais lojas que já têm os seus folhetos de regresso às aulas e que nada têm a ver com a escola, mas em lugar disso, decidi ajudar aquelas que não criaram ainda estas peças de publicidade nas suas estratégias empresariais e que estão a desperdiçar este potencial de venda escondido:
  • Stands de Autocarros - Como a esmagadora maioria dos alunos vão para a escola de autocarros dos transportes públicos, os stands que comercializam este tipo de veículos deveriam também criar campanhas de regresso às aulas para os seus produtos. Estas empresas estão a perder uma boa oportunidade de aumentarem as vendas nesta altura de regresso às aulas;
  • Empresas de Construção Civil e Obras Públicas - As empresas de construção civil e obras públicas que atravessam graves dificuldades estão a desperdiçar também a oportunidade de criarem campanhas publicitárias de regresso às aulas. Os alunos que regressam às aulas necessitam que as suas escolas e universidades estejam em perfeitas condições estruturais e como tal, quer efectuando remodelações, quer criando de raiz novos edifícios quer até demolindo aquelas escolas que fecharam devido ao número insuficiente de alunos, as empresas de construção civil e obras públicas têm aqui uma boa oportunidade de criarem riqueza e postos de trabalho;
  • Agricultores - Neste regresso às aulas existe também espaço para campanhas de publicidade dos agricultores nacionais já que os alunos, antes de regressarem às aulas todos os dias, necessitam de tomar um pequeno-almoço equilibrado e rico em cereais, leite, fruta, etc. Uma vez Portugal não é auto-suficiente na produção da maioria destes produtos alimentares, esta parece-me uma boa altura para colocar em marcha uma campanha de regresso às aulas, mas apenas e só depois de terem tomado um pequeno-almoço baseado em produtos agrícolas nacionais.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Rexona Men Cobalt Dry



No outro dia fiquei sem desodorizante e para não andar por aí a cheirar (muito) a cavalo, decidi ir comprar um desodorizante novo. Para não comprar sempre do mesmo, até porque com a quantidade de moscas que me rodeavam e que vomitavam quando saía à rua, parecia não estar a resultar, decidi experimentar um novo. Foi então que encontrei no supermercado o desodorizante Rexona Men Cobalt Dry. Como este roll-on até era mais barato que aquele que usava anteriormente decidi experimentá-lo.

Uma das coisas que me chamou a atenção foi o facto de ter escrito na embalagem que tinha protecção de 48 horas, ou seja, era indicado para pessoas que passam dois dias sem tomar banho, logo, seria bom para mim que tomo banho todos os dias. Outro factor importante que me agradou neste desodorizante foi o facto de não conter álcool, ou seja, podemos aplicar o desodorizante e logo de seguida ir conduzir sem que fiquemos embriagados e com o stress e a transpiração que muitos dos condutores que andam pela estrada me provocam, é mesmo útil utilizar um desodorizante sem álcool. A terceira coisa que me chamou a atenção foi o facto de ter um cheiro agradável.

Hoje usei-o pela primeira vez e, apesar de as moscas ainda continuarem com os mesmos sintomas sempre que se aproximam de mim, até gostei dos resultados, pelo menos cheiro mal, mas a um cheiro mau diferente e poupei uns trocos em relação ao meu desodorizante anterior.



Mas nem tudo são coisas boas neste desodorizante como constatei numa das minhas leituras de rótulos no WC. Ao ler com mais atenção o rótulo do Rexona Men Cobalt Dry reparei que este desodorizante continha um ingrediente “peCUliar” de seu nome: “Helianthus Annuus Seed Oil”, que traduzido do latim para português significa hélio do óleo das sementes do ânus. Provavelmente, este ingrediente gasoso é extraído das flatulências leves e quentes (daí o termo hélio, que é um gás leve utilizado para encher os balões) de pessoas que consomem óleo de sementes de soja e que ao ser expelido pelo ânus tem um cheiro terrível e por esse facto anula o efeito do cheiro a cavalo da transpiração.

O princípio da Rexona foi simples, anular um mau cheiro com um cheiro ainda pior e depois bastou adicionarem o ingrediente “Parfum” (perfume) e já está, conseguiram o desodorizante perfeito.

sábado, 23 de julho de 2011

Amy Winehouse morreu



A “cantora” britânica Amy Winehouse morreu hoje vítima de paragem do coração, que, ao que tudo indica, se deveu a uma sobredose da marca Apple já que a última vez que foi vista em público foi no iTunes Festival London 2011. Esta foi a única forma da cantora inglesa encontrou para curar de uma vez por todas os seus problemas com o álcool e com as drogas.

Enquanto os fãs choram a perda, as autoridades britânicas receiam pela saúde pública de Inglaterra já que as pessoas poderão ser afectadas por gases tóxicos provenientes do corpo da “cantora” quando este for cremado. Consta-se que dezenas de milhares de hippies e o Charlie Sheen rumaram já para Londres para snifarem o fumo que sairá do local de cremação como uma última homenagem. O país corre também um risco grave de incêndio caso o corpo da “cantora” impregnado de álcool deflagre mesmo sem haver uma fonte de ignição e sem que estejam reunidas as condições de segurança necessárias (a chamada combustão espontânea). Tanto os bombeiros, como as autoridades policiais e de saúde estão já em alerta e a mobilizar equipas para conter este problema.

Receita inovadora



Ontem à noite confeccionei mais uma inovadora iguaria que é capaz de fazer crescer água (ou vómito) na boca de qualquer um. Se estiverem com falta de imaginação e não souberem o que cozinhar logo ao jantar para surpreenderem a vossa cara-metade, os vossos amigos, os vossos familiares ou o vosso estômago, peguem num lápis ou imprimam directamente a receita que aqui vou deixar. Ainda não tive oportunidade de dar um nome ao prato que preparei, mas de certeza que enquanto estiver a escrever isto me vou lembrar de alguma coisa. Entretanto fica apenas denominado de “comida”.

Como todos os pratos que preparo, a imaginação, o desenrasque andam de mãos dadas com a complexidade e com os apurados sabores dos ingredientes utilizados. Mas vamos começar pela complexidade. Este prato é mais complexo do que os outros porque têm que ser preparado para duas refeições e apenas fica completo na segunda. Por isso, se pretenderem prepará-lo para o jantar, deverão começar a prepará-lo para o almoço.

Para o almoço devem preparar uma refeição tradicional de Batatas cozidas com couves de Bruxelas e fêveras grelhadas. Aqui não existe grande coisa a explicar, já que necessitam de batatas, couves e fêveras, e o modo de preparar passa por cozer as primeiras e grelhar as segundas. Convém preparem o suficiente para conseguirem almoçar este prato e fazerem com que sobre para o prato especial do jantar. Por isso, se forem duas pessoas a almoçar, preparem uma refeição para 3 para existirem sobras (se forem 2 muito comilões, preparem uma refeição para 6).

Para o jantar, recuperem as sobras do almoço e coloquem-nas à mão porque vão ser necessárias. De seguida preparem arroz seco com salsichas frescas grelhadas e salada de alface e tomate como se a refeição fosse apenas isso. No final e logo depois de tirarem as salsichas do grelhador coloquem lá as batas cozidas, as couves e as fêveras que sobraram do almoço, deixem grelhar um pouco. No final sirvam todo este preparado com o arroz, com as salsichas e com a salada. Para sobremesa recomendo uma fatia de melão ou uma nectarina.

O nome deste prato já me surgiu e passará a denominar-se de “Mixórdia com todos”.

Trela com aspirador de fezes




Encontrei no outro dia uma inovadora e higiénica forma de passear os cães na rua. Trata-se de uma trela com um aspirador incluído que permite que os donos dos animais se protejam contra a ira das pessoas que, ao passearem na rua, acidentalmente pisam os excrementos dos seus animais de estimação que se aliviam em qualquer lugar. Este novo produto tem o nome de Doggy Pet & Clean e podem ver nas imagens seguintes este novo conceito.













O Doggy Pet&Clean funciona da seguinte forma: os proprietários dos cães prende-nos com esta trela a passeiam-nos tal como o fariam com uma trela convencional. A diferença surge imediatamente após a trânsito intestinal do animal ficar com luz verde e começar a fluir alguma coisa para fora do túnel anal. Com uma trela convencional, o utilizador apanhava as fezes com a mão, com um saco de plástico ou ficava a assobiar para o ar a fingir que não se tinha apercebido da porcaria que o seu animal tinha feito, enquanto que com esta nova trela o utilizador pode simplesmente aspirar os dejectos e deitá-los ao lixo ou até no quintal do vizinho (dependo se o vizinho corta a relva às 8 da manhã de domingo ou não).

Realço que pela análise feita ao tamanho do reservatório de fezes desta trela, a mesma apenas poderá ser utilizada para cães de bolso, cães a pilhas ou para peluches e não poderá ser utilizada para as fezes de cães de grandes dimensões, já que por vezes defecam tais quantidades que esmagariam um qualquer cão mais pequeno.

As perguntas que ficam depois de ficarmos a conhecer esta trela são as seguintes:

“Será que pode ser utilizada para passear outros animais de estimação?” Sim, se forem daqueles poucos que passeiam gatos, periquitos, porcos da índia, hamsters, furões ou répteis de pequenas dimensões.

“Será que a trela funciona quando os animais estão com diarreia?” A resposta é não e para isso inventei o acessório seguinte similar a uma palhinha que resolve o problema e que denominei de “aCUoso”. Vejam o protótipo na imagem seguinte:



“Será que a trela funciona de noite?” A resposta é não e para isso inventei o acessório seguinte que permite incorporar uma lanterna na trela para iluminar o cocó acabadinho de fazer e que denominei de “FoCus”. Vejam o protótipo na imagem seguinte:



Resta-me colocar a minha imaginação (ou falta dela) em prática para chegar a um novo nome de merda para este produto de merda, literalmente:
  • Clean That Shit
  • Doggy The Poop
  • Leash The Shit
  • Leash that sucks

sábado, 9 de julho de 2011

MasterChef na RTP1



Hoje pelas 21h estreia na RTP1 mais um “programa” sem qualquer lógica ou interesse e por isso mesmo convém destacá-lo aqui. Estou-me a referir ao MasterChef que é uma espécie de Ídolos da cozinha onde aprendizes de cozinheiro se colocam a fazer parvoíces em frente a um júri que avalia essas parvoíces com outras parvoíces (acrescentadas de um pouco do ingrediente arrogância). Na minha opinião, o programa já era mau per si e não necessitavam de o piorar ainda mais com o envolvimento da Sílvia Alberto, mas como não encontraram a tempo uma apresentadora a sério, tiveram de a contratar.

O principal objectivo da colocação deste “programa” de entretenimento era o de me dissuadirem para não ver a RTP1 (não era necessário terem-se dado ao trabalho porque já não o fazia) e o segundo objectivo era o de competirem com a SIC e com o “Peso Pesado” e como tal escolheram um formato relacionado com a comida. Desta forma ambos os canais fazem emagrecer os telespectadores ao provocarem violentos episódios de vómito, que para além de desidratarem, deixarem mau hálito, emagrecem. Com o MasterChef, a RTP1 vai conseguir atingir um terceiro e inesperado objectivo já que os concorrentes do Peso Pesado da SIC vão ser os únicos fãs do “programa” e vão aprender novas receitas para se empanturrarem e poderem voltar ao “Peso Pesado” bem gordinhos.

A RTP1 convidou-me para integrar o júri do programa uma vez que vieram aqui ao blog e viram as minhas espantosas e imaginativas receitas de culinária, como por exemplo:
Ao perceberem que os meus pratos são inovadores, únicos e de complexidade extremamente elevada, pensaram que daria um bom júri. Como não aceitei o pedido, amuaram e tiveram de convidar o Henrique Sá Pessoa que ao ter percebido que tinha sido a segunda escolha também recusou o convite. Como tal, a RTP viu-se obrigada a seleccionar outras individualidades das quais nunca ninguém tinha ouvido falar:
  • Chefe Cordeiro - Que se não for bonzinho para os cozinheiros ainda é pelado, desmanchado, temperado, cozinhado e empratado durante o programa dando origem ao prato “Cordeiro à la carte”
  • Justa Nobre – Cujo ingrediente especial é o Knorr
  • Ljubomir Stanisic – Antigo jogador da selecção da Jugoslávia que desertou e veio para Portugal preparar cozinhados à base de relva
Como de costume, apresento algumas alternativas para o nome desta aberração da TV que mais se apropriam aos conteúdos do mesmo:
  • Ídolos da cozinha
  • MasterShit
  • Achas que sabes cozinhar?
  • Fogão Triunfo
  • Dá-me comida
  • Portugal tem fome
  • Cozinha dos segredos
Se não acreditarem que foi criado um formato tão mau e que nos vai atormentar a todos aos serões de Sábado, podem confirmar com os vossos olhos no site oficial.

domingo, 12 de junho de 2011

Motorola Atrix 4G



No outro dia, a Motorola lançou um novo smartphone, o Motorola Atrix 4G. Apesar de ser o smartphone mais potente do mercado (pelo menos até ao dia do seu lançamento), porque vem equipado com um processador NVIDIA Tegra 2 Dual Core de 1GHz e 1Gb de memória RAM, ele tem outro acessório inovador que permite que os utilizadores tenham sempre as mãos e os dedos suaves para poderem manusear o aparelho sem o riscar – o creme para mãos Atrix (daí o nome do produto Motorola Atrix).

Desde que os telemóveis abandonaram as teclas e as canetas stylus e ganharam ecrãs tácteis, os fabricantes têm-se debatido e lutado contra o problema das mãos calejadas, ásperas e gretadas dos utilizadores, porque muitos trabalham no duro (nas obras, pesca, etc.), que riscam e destroem os ecrãs dos aparelhos e os mesmos deixam de conseguir interpretar os toques no ecrã. Enquanto a maioria dos fabricantes aposta em ecrãs cada vez mais resistentes e pesados, a Motorola aposta no cuidado com as mãos e na caixa deste smartphone vem um creme para as mãos Atrix.



O Motorola Atrix vem equipado ainda com um sensor biométrico – um leitor de impressões digitais que tem duas funções principais - permite ligar o aparelho sem a introdução de um PIN e permite verificar se a pele dos dedos se apresenta cuidada e só liga quando estas duas condições se verificarem.



Para os utilizadores mais “machos” e que acham que tratar da pele é para as mulheres e para maricas e se recusam a colocar Atrix nas mãos, a Motorola lançou também um acessório em forma de portátil (dock station) que permite que o seu smartphone seja utilizado como se um computador portátil tradicional se tratasse. Com este acessório e com as suas mãos arruinadas pelo trabalho e pela falta de creme, os utilizadores poderão utilizar o smartphone através do tradicional teclado e rato e vendo o que acontece num ecrã maior.