segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bin Laden Morreu





É verdade, o Presidente dos Estados Unidos da América Barack Obama parou por breves momentos de publicitar o seu próprio nascimento para divulgar um falecimento, o falecimento do homem mais procurado de sempre. O Ossama Bin Laden sempre foi acusado de ter sido o mentor dos ataques ao World Trade Center (e não só) do dia 11 de Setembro de 2011, mas até ao momento ninguém apresentou provas irrefutáveis (e com o Bin Laden já em decomposição, não me parece que esteja disposto a responder a perguntas durante um interrogatório). Este suposto ataque terrorista foi sendo utilizado até agora como pretexto para algumas operações militares e como neste momento, tanto o Saddam Hussein como o Bin Laden estão mortos, os EUA vão ter que parar durante algum tempo com as guerras em países produtores de petróleo… (pelo menos até aparecer mais um terrorista perigosíssimo). Vejam o vídeo da conferência de imprensa do Barack Obama:



Ao que tudo indica as causas da morte do Bin Laden estão relacionadas com a paragem do seu coração, que deixou de bater talvez por causa do embate de algumas balas ou mísseis, mas como os Estados Unidos afirmam ter em sua posse o cadáver do ex-terrorista, ficaremos à espera dos resultados da autópsia que serão levados a cabo pela equipa CSI Miami, liderada pelo Horation Caine.

Esta é uma boa notícia para muitos, é uma péssima para as pessoas mais próximas do Bin Ladem (como familiares, amigos e seguidores), mas é uma óptima notícia para o próprio Bin Laden porque conseguirá de uma vez por todas ir para junto das tão desejadas 40 virgens que o esperam lá no céu.

Deixo aqui o link para a página do FBI com os terroristas mais procurados que contém já a actualização do "perfil" do Bin Laden para o estado "Deceased".

Deixo aqui também o screenshot dessa página para a posteridade:

domingo, 1 de maio de 2011

Varinha Mágica Kenwood Triblade



A marca de pequenos electrodomésticos de cozinha e de limpeza, Kenwood acaba de lançar uma varinha mágica inovadora – a Kenwood Triblade. Para a criação desta varinha, uma equipa da Kenwood, composta por designers, engenheiros e cientistas e investigadores da Kenwood (tanto homens como mulheres) foram obter inspiração à indústria das lâminas de barbear (tanto para homens como para mulheres) uma vez que pretendia que o seu próximo produto fosse capaz de fazer com os alimentos, o que as lâminas faziam com os pelos indesejados. A equipa foi então inspirar-se nos produtos da empresa Gillette.

A Gillette introduziu em 1998 a Mach3, a primeira “máquina” de barbear com cabeça equipada com 3 lâminas, desenhada para que os homens de barba rija pudessem ter uma cara um pouco mais macia e as mulheres do campo com pernas de barba rija pudessem andar de saia sem espalharem o pânico. A equipa pegou no conceito das 3 lâminas e desenharam o primeiro protótipo da Triblade e eu tive acesso aos primeiros esboços dos protótipos que foram criados. Vejam algumas dessas imagens confidenciais:





Depois de chegarem ao esquema do protótipo da imagem 2, eles criaram mesmo um protótipo físico para testarem a sua nova invenção e perceberam que apesar de não triturar lá muito bem, a nova varinha mágica com três lâminas era óptima para cortar os pelos da fruta mais peluda, como o caso dos kiwis. Irritados, a equipa de investigadores atirou a varinha pelo ar e como ela conseguiu voar durante algum tempo, um deles disse que parecia um helicóptero. Ficaram todos sérios e foram a correr fazer novos esboços e o resultado foi o seguinte:



Foi então que conseguiram criar a Kenwood Triblade, que tem três lâminas rotativas para triturar rapidamente e sem salpicos. Vejam algumas imagens e o vídeo da nova varinha:









Mas a Kenwood não quiz ficar por aqui e decidiu inventar alguns acessórios para a Triblade, de onde destaco os seguintes:
  • Bigfoot - O acessório Bigfoot serve para triturar grandes quantidades de alimentos de forma rápida, daí o seu tamanho e potência. O Bigfoot já se encontra à venda, tanto na versão para homem como para mulher e está pronto a abominar os vossos alimentos;
  • Compactor – O acessório Compactor foi inspirado nos cilindros compactadores utilizados na construção de estradas e auto-estradas e é especialmente útil para alisar massa de pão, pizza e crepes. Pode também ser utilizado para fazer waffles;
  • Fan – O acessório Fan, é especialmente útil para os dias de calor para que o cozinheiro ou cozinheira se possa refrescar enquanto prepara as refeições.
Vejam imagens destes novos acessórios:

Kenwood Triblade Bigfoot Women:


Kenwood Triblade Bigfoot Men:


Kenwood Triblade Compactor:


Kenwood Triblade Fan:


Mais informação sobre o produto aqui.

sábado, 30 de abril de 2011

Dove Beauty Finish



A Dove acaba de lançar uma nova linha de desodorizantes femininos, o Dove Beauty Finish (que está disponível tanto em roll-on como em spray). Este desodorizante apenas pode ser utilizado por raparigas e mulheres bonitas que pretendam terminar com a sua beleza e sensualidade, passando a ser uns trambolhos. Como o próprio nome indica, este desodorizante acaba com a beleza (Beauty Finish) das pessoas que o utilizarem.

Segundo as informações do site Dove, este desodorizante possui ingredientes especiais – os “minerais de beleza” Pearlescent Mica. Estes minerais contêm propriedades reflectoras de luz e de homens, e deixam a pele horrível e as axilas peludas, mas fofinhas e quentinhas como a lã das ovelhas.

Vejam o que aconteceu à miúda do anúncio depois de aplicar um pouco deste revolucionário desodorizante:



O slogan do produto é: “Completa o teu ritual de beleza”, mas sugiro que alterem para “Completa o teu ritual satânico”, que me parece um pouco mais apropriado.

Mais informação sobre o produto, pode ser encontrada no site oficial.

Descobrir a Índia (27-03-2011)

Chegou o momento de revelar mais um dia da viagem de descoberta do caminho parvo para a Índia – o 4º dia. E o tema principal deste dia é o trânsito… Sim, outra vez, porque o trânsito na Índia é mesmo especial e merece que seja abordado em dois posts (ou em mais).

Neste dia andei um “pouco” numa auto-estrada indiana, na “National Highway 76”, e vi um pouco de tudo na estrada:

Acidentes:
Durante as 2 semanas de estadia da Índia e tendo em conta o trânsito caótico que existe, apenas vi um acidente e foi nesta auto-estrada. Tendo em conta o que por lá circula nas auto-estradas e as maiores velocidades praticadas, é normal que seja o local mais propício a acidentes:



Vacas:
Vi vacas a circular nas bermas da auto-estrada e até vi umas quantas a atravessarem a auto-estrada. Como as vacas são sagradas na Índia, podem andar em todo o lado, no passeio, na estrada, na berma, na auto-estrada, nas estações de serviço e até na linha de comboios havia vacas (não consegui descobrir se eram vacas movidas a energia eléctrica, a diesel ou se ainda eram a vapor…). Durante a estadia tive oportunidade de ver vacas em todo lado, excepto no meu prato em forma de bife ou costeletão…









Pára-choques:
Em plena auto-estrada, vi um jipe com 4 indianos pendurados no pára-choques traseiro ou os seus traseiros iam lá para servirem de pára-choques ao jipe… não cheguei a perceber bem qual o objectivo de lá irem pendurados a 120Km/h. O que é certo é que qualquer veículo pode ter um número de lugares teórico, mas na prática, conseguem transportar muitos mais passageiros indianos de um lado para o outro. Vejam este pára-choques traseiro “peCUliar”:



Contra-mão:
Cá em Portugal apenas os idosos em carros papa-reformas ou em tractores circulam em contra-mão, na Índia qualquer um pode circular em contra-mão. Eu tive a oportunidade de experimentar esta sensação de andar em contra-mão, já que parámos numa estação de serviço e saímos de lá pelo mesmo lado por onde entrámos, ou seja, em contra-mão. Tive até oportunidade de ver os agentes da autoridade indianos (polícia) a circularem de carro em contra-mão.

Preços dos combustíveis:
Tive hipótese de ver os preços dos combustíveis na Índia e posso assegurar que são um pouco mais baratos do que em Portugal e como tal, recomendo às pessoas que fazem quilómetros para atestarem os seus veículos em Espanha, que se dirijam para a Índia, que é um pouco mais longe, mas podem poupar uns cêntimos por litro. Os preços dos vários tipos de combustíveis variam entre os 60 cêntimos e 1 euro por litro (não me perguntem qual é o preço de que combustível, porque o pouco tempo que lá estive, não deu para aprender muito Híndi…).




Uma vez ter saído da auto-estrada, continuei a ver e a descobrir coisas interessantes relacionadas com o trânsito na Índia:

Empilhadores:
Em Portugal e como medida de segurança no trabalho, os empilhadores são obrigados a emitirem um som quando se movimentam em marcha-atrás que sinaliza que existe uma máquina em manobras. Na Índia isto também é obrigatório quer nos empilhadores, camiões, máquinas escavadoras, etc., mas enquanto em Portugal este som é o conhecido “Pi-Pi-Pi…“, na Índia, este som é personalizado com músicas de vários tipos (principalmente músicas indianas). O mesmo se passa com os apitos e buzinas. Vejam o vídeo seguinte onde é possível ouvir a música de marcha-atrás de um empilhador indiano:



Motas:
A grande maioria das motos que são comercializadas na Índia são da marca Hero Honda, que é uma marca local que surgiu da parceria do grupo indiano Hero Group e o grupo japonês Honda Motor Company (já que pelos vistos, as empresas internacionais apenas podem criar filiais na Índia se fizerem parcerias com empresas locais). Vendo as imagens seguintes, podemos concluir que as motos são Honda, mas são conduzidas por indianos (e indianas, mesmo vestidas com o tradicional Saree) destemidos por não usarem capacetes e por transportarem na mota toda a família e materiais potencialmente letais (daí a designação “Hero”):









sexta-feira, 29 de abril de 2011

Casamento Real Kate e William



Hoje, milhões de pessoas pararam devido ao espanto por terem percebido que havia pessoas que pararam para assistir ao casamento real inglês entre a Kate Middleton e o Príncipe William. O casamento decorreu durante a manhã, hora portuguesa e inglesa e a TVI fez questão de ocupar toda a programação da manhã a mostrar tudo o que aconteceu, em directo, com comentários e tudo, como se de um acontecimento importante se tratasse. Enquanto já era de prever que este “canal” fizesse isso, os meios de comunicação a sério podiam ter dado um pouco menos de ênfase a este casamento, mas não, havia até jornais online, como o Público, por exemplo que acompanharam isto ao minuto. Mesmo assim, houve pessoas que perderam o evento e como tal, deixo aqui o vídeo com o resumo do casamento real:



Segundo notícias sobre este assunto, o casamento real custou aos contribuintes ingleses cerca de 23 Milhões de euros, mas os custos provocados pela paragem de tanta gente foram estimados num número um pouco maior, mais de 6 Mil Milhões de euros que o casamento “custou” à economia Inglesa. Nada melhor para estimular a economia do que gastar fortunas com pessoas que em nada contribuem para a melhoria dessa mesma economia.

Voltando à cerimónia… fez-se muito burburinho em relação ao segredo mais bem guardado do casamento – o vestido de noiva da Kate. O vestido era da marca Alexander McQueen e foi desenhado por Sarah Burton. Enquanto a maioria das pessoas estava desesperada por ver a Kate vestida de noiva, o Príncipe William estava desesperado por ver a Kate sem o vestido de noiva, e só mais logo é que será capaz de se desfazer dele para dar início à noite de núpcias real, ou se preferirem, a “queca” real. Enquanto a noite não chega, o Príncipe ainda tentou dar uma vista de olhos para tentar ver a Kate Middleton nua utilizando a aplicação para iPhone NudeIT, mas como o padre que estava a celebrar a cerimónia também estava a tentar olhar para o telemóvel, o príncipe teve de guardar o aparelho para esconder o corpo da princesa. Vejam a foto exclusiva que consegui arranjar deste momento:



À saída da Abadia de Westiminster, era suposto que os noivos (já transformados em duques de Cambridge), fossem surpreendidos com o lançamento de centenas de quilos de arroz que iriam ser arremessados por um helicóptero, mas o piloto estava embriagado e lançou o arroz na Rua D. Pedro V, no centro da Damaia, Amadora em Portugal. Esta chuva de arroz que estava destinada ao casamento real enganou tudo e todos já que as pessoas pensavam que tinham sido surpreendidas por uma “chuvada” granizo. Vejam a vídeo da chuva de arroz:



Agora que o casamento chegou ao fim, o mundo aguarda com expectativa que os mesmos órgãos de comunicação sigam também a noite de núpcias, acompanhando em directo todas as incidências da noite de sexo. Os paparazzi e os fotógrafos já têm os tripés e as máquinas fotográficas preparadas junto à cama onde o coito real terá lugar. E tal como o segredo do vestido, também a marca e o estilista que desenhou a lingerie da Kate Middleton foram mantidos em total segredo e só mais logo vai ser descoberto (pelo menos pelo Príncipe).

Entretanto vamos esperar que esta febre real passe para que os canais portugueses comecem a abordar assuntos que realmente interessem.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Peso Pesado na SIC



A SIC está a promover já o seu próximo “programa de sucesso”, o Peso Pesado, que estreia no próximo dia 1 de Maio de 2011. Este programa “original” (apenas na SIC, porque na SIC Mulher já existia o programa “The Biggest Loser”) é um concurso tipo “Big Brother” ou “Casa dos Segredos” onde um conjunto de pessoas gordas tentam perder peso para ganharem dinheiro.

Para piorar ainda mais este “programa”, a SIC não olhou a meios e colocou a sua pior apresentadora – a Júlia Pinheiro. Desta forma, a SIC consegue ocupar quase a 100% a sua programação com a Júlia Pinheiro e dessa forma arrastarem para os outros canais o público que ainda vai tendo algum bom gosto. Mas isto não fica por aqui já que existirá também um canal exclusivo “Peso Pesado” no MEO dedicado a este “programa” para todos aqueles que não tenham nem vida própria nem bom gosto se divirtam.

Mas voltando ao “programa”… Enquanto os concorrentes interpretam os guiões que lhes foram atribuídos pela organização e fazem um pouco de exercício enquanto fazem cenas tristes e “dramáticas”, os portugueses também podem perder peso (e outras coisas) através de um dos seguintes métodos (apenas funcionará para as pessoas com bom gosto):
  • Bulimia – Sempre que mudarem para a SIC ou para o canal “Peso Pesado”, o vosso corpo irá ser invadido por uma sensação de mal-estar e nojo que vos provocará náuseas, que por sua vez darão origem a vómitos e sempre que vomitarem o que tiverem ingerido, o vosso corpo não irá assimilar esses alimentos, logo irão emagrecer;
  • Suores – Se tentarem ficar a ver o programa durante mais de 30 segundos, o vosso corpo irá ser submetido a uma pressão tal que irão começar a suar por todos os lados. Se seguirem um programa rigoroso de 15 minutos por dia a verem este “programa” irão perder peso rapidamente;
  • Stress – Outra forma de perder peso será através de um dos sintomas secundários do stress – a diarreia. Se os vossos intestinos não funcionam muito bem em caso de stress (ou se preferirem, até funcionam bem de mais, ou seja, de forma “fluida”), poderão assistir ao programa até ficarem com os níveis de stress elevados e sintam os intestinos a falhar, irão perder bastante peso nas sucessivas idas ao WC. Recordo que devem assistir ao “programa” perto do WC e devem beber bastante água para não ficarem desidratados;
  • Paciência – Para além de perderem peso, poderão ainda perder a paciência ao assistirem a este “programa”. Tenham cuidado e não partam a televisão quando isso acontecer, porque lá no fundo o aparelho não tem culpa no mau gosto existente nos canais nacionais;
  • Tempo – Outra coisa que irão perder também enquanto assistem ao “Peso Pesado” é o tempo. Cada hora, minuto e segundo que utilizem a ver isto, é tempo perdido que nunca mais irão recuperar (a não ser que inventem a máquina do tempo… ). Em alguns casos, como o tempo é dinheiro, poderão também perder dinheiro a verem este “programa”.

Mesmo sendo uma pessoa com bom gosto, poderá não perder nada do que acabei de enumerar e pelo contrário, poderá até ganhar. Vejam alguns exemplos:
  • Peso – As pessoas que comem em momentos de stress podem vir a sofrer de aumentos de peso se assistirem a este programa. O programa é tão mau que provoca stress a estas pessoas que depois não conseguem parar de ingerir gelados, batatas fritas e comida em geral para superarem o mal-estar;
  • Insónias – As pessoas mais susceptíveis e impressionáveis poderão ganhar insónias, quer pela falta de sono, quer pelos pesadelos que o programa lhes irá provocar.
Uma vez que ainda faltam alguns dias para a estreia do “Peso Pesado”, vou sugerir alguns nomes alternativos que melhor se adequam aos conteúdos deste “programa”:
  • The Biggest Fiasco
  • The Big Mac
  • The Fat Brother
  • Casa dos Secretos de Porco
  • Uma Refeição para Ti
  • Sebo Pesado
  • Peso Certo – Com Engordando Mendes
  • Querida Gula
  • Perdidos na Tribo - Sebosos
Visitem o site oficial do Peso Pesado aqui.

iPhone 4 Tracker GPS



A Apple lançou uma nova "funcionalidade" para o iPhone 4 (com sistema operativo iOS 4) que permite que o dispositivo armazene constantemente num ficheiro (“consolidated.db”) a localização do utilizador, guardando as coordenadas GPS (latitude e longitude) e a data/hora (timestamp). Esta seria uma boa notícia caso o iPhone 4 fosse um equipamento de tracking GPS/GPRS ou até se os utilizadores dos iPhones soubessem, mas o problema é que esta informação é armazenada sem autorização dos utilizadores e é descarregada para os computadores sempre que estes fazem um backup ou sincronizam informação.

Esta informação não é recente, mas só agora foi publicitada de forma alarmante e viral pelo Alasdair Allan e pelo Pete Warden que publicaram num site todos os passos para que as pessoas possam aceder e visualizar em mapa toda esta informação com a aplicação iPhoneTracker.

Enquanto uns se estão a borrifar para esta notícia (até porque lá no fundo sabem que o iPhone 4 está sempre sem sinal de rede e como tal, nem as funcionalidades AGPS dos iPhones funcionam correctamente (sempre que o sinal dos satélites esteja fraco), logo será muito raro registarem as coordenadas dos seus movimentos), outros estão “aterrorizados” porque será possível descobrir o que fizeram no Verão passado (literalmente), no Natal passado e no fim-de-semana passado, etc.

Enquanto não descobrimos qual a razão oficial para que os iPhones guardem toda esta informação confidencial, eu tenho algumas sugestões que podem tirar partido destes dados em prol dos utilizadores:

GPS Tracking:
Tal como já fui explicando, a informação que os iPhones guardam pode ser utilizada para visualizar informação geográfica dos locais visitados pelos utilizadores quer estes tenham andado a pé, de bicicleta, de carro, de avião, etc., armazenando essas viagens para mais tarde recordar ou até para analisar as distâncias percorridas, velocidades, etc. Como esta funcionalidade é muito utilizada para a gestão de frotas e nem sempre os funcionários das empresas vêm a instalação destes dispositivos nas suas viaturas com bons olhos, os empresários poderão oferecer aos seus utilizadores um iPhone 4, que para além de ser uma “oferta” melhor aceite, servirá o objectivo principal – espiar os seus funcionários para avaliar por andam as suas viaturas.

Detective Privado:
Se suspeitam que o vosso companheiro(a), marido, esposa, amante, ou amigo vos anda a trair e ele(a) possui um iPhone 4, poderão facilmente analisar por onde andou naquele dia em que desapareceu misteriosamente e vos deu uma desculpa esfarrapada a explicar onde tinha ido (sem recorrerem aos serviços de um qualquer detective privado). Poderão “facilmente” analisar a informação geográfica gerada pelos seus telefones e dessa forma obter as primeiras pistas que vos levem a descobrir que de facto vos andam a trair, ou simplesmente obter pistas que vos levem a descobrir que desconfiaram de uma pessoa fiel. Uma coisa é certa, independente do resultado que venham a ter com este esquema, o resultado será o mesmo – romper a relação. Para além de descobrirem se vos andam a trair, poderão até descobrir com quem vos andam a trair, supondo que o fazem com o vosso melhor amigo (ou amiga). Para isso, bastará que essa pessoa tenha também um iPhone 4 e tenham acesso à informação geográfica dessa pessoa. Se ao cruzarem a informação dos dois equipamentos encontrarem muitas vezes os iPhones 4 juntos em locais/momentos quando vocês não estiveram presentes, isto será um mau sinal para a vossa relação com o(a) companheiro(a) e com o amigo(a) (a juntar ao mau sinal da antena dos equipamentos referidos).

Sites de encontros:
Se a informação geográfica dos iPhones serve para romper relações, não desesperem, porque também pode servir para criar relações. As empresas que têm serviços online de marcações de encontros, poderão utilizar a informação GPS registada nos iPhones dos utilizadores para descobrirem padrões entre duas pessoas e dessa forma descobrirem se partilham dos mesmos gostos e se são compatíveis. Para isso, estes sites poderão disponibilizar uma funcionalidade que permita aos seus utilizadores enviarem o ficheiro “consolidated.db” para que este seja analisado e comparado com outros ficheiros que lá existam e dessa forma tentar juntar pessoas que costumem ir ao cinema no mesmo local, que costumem visitar o mesmo centro comercial, vivam próximos, visitem as mesmas lojas, etc.. O mais provável é que os utilizadores descubram que o perfil perfeito para eles tenha o mesmo sexo, mas afinal de contas já é do conhecimento público que a maioria dos utilizadores dos produtos Apple seja gay…

Descobrir pessoas desaparecidas:
Esta informação geográfica poderá ainda ser utilizada sempre que o utilizador de um iPhone 4 seja dado como desaparecido. As autoridades poderão analisar o computador dessa pessoa e tentar descobrir quais foram os passos dados antes do desaparecimento e dessa forma encontrar novas testemunhas e até encontrar locais visitados que tenham videovigilância para descobrir um potencial raptor.

Poderão encontrar mais informação sobre esta “funcionalidade” e sobre o iPhoneTracker neste site.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Muçulmana na Playboy



A modelo muçulmana de origem turca, Sila Sahin, posou nua para a edição de Maio de 2011 da revista Playboy alemã. Ao que pude apurar, a modelo queria posar toda nua, mas por baixo de uma burka (como dita a sua religião), mas como a sessão fotográfica foi feita na França (que tem uma nova lei que proíbe as mulheres de se taparem com este tipo de adereços), teve de tirar a burka e o resultado está à vista de todos.

Na foto seguinte, podemos ver que apesar da Sila Sahin estar nua na foto, a burka está lá, mas tiveram de a utilizar como tenda:



Vejam como teria ficado a capa da revista Playboy se a sessão fotográfica tivesse sido feita num país que permita a utilização da burka:



Este acontecimento está a gerar alguma polémica junto da comunidade muçulmana, principalmente junto da família da jovem e também junto da comunidade cristã já que estamos perto da Páscoa. A reacção da maioria dos homens a esta publicação tem sido de profunda tristeza, já que pegam na revista e vão a correr para se trancarem nas casas de banho ou nos seus quartos, para terem alguma intimidade enquanto vertem algumas “lágrimas” ao verem estas fotos da modelo nua.

Depois de ter visto as fotos da Sila Sahin, posso concluir que os homens muçulmanos obrigam as suas mulheres a andarem completamente tapadas porque são ciumentos e invejosos e não querem partilhar com os outros a beleza e sensualidade das suas mulheres.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Descobrir a Índia (26-03-2011)



Bem, cá estou de novo para descrever mais um dia incrível na “Incredible Índia” (como no slogan de promoção turística do país) e o tema principal deste terceiro dia é a “pobreza”.

Depois de ter estado num hotel de luxo chegou o momento de enfrentar a outra parte da Índia – a parte pobre. Saí do hotel num táxi que me iria levar ao próximo destino desta aventura (Agucha). Pelo caminho e mal saímos do centro da cidade de Udaipur em direcção à zona mais desértica, começaram logo a aparecer os sinais de pobreza, que até a aquele momento se tinham “afastado” do percurso. Comecei a ver barracas minúsculas onde tudo se vendia, mas os proprietários preferiram focalizar-se numa determinada área de negócio: encontrei barracas munidas apenas com um compressor onde apenas se enchiam pneus (como podem ver na foto deste post), encontrei barracas que tapavam pneus, outras que vendiam pneus, outras que só vendiam um determinado tipo de peça de carro ou camião, etc. Tudo servia para fazer negócio e para levar a vida.

Outro tipo de negócio que existia por todo lado era a venda de “comida” “take away” (era mesmo comida de atirar fora e se calhar deveria ser denominada de “throw away” ou se preferirem, “throw up”). O que para mim era uma coisa nojenta, para os indianos mais simples, como o caso do taxista que ia connosco, era uma refeição tradicional. Lá parámos numa destas barracas para que o taxista tomasse o pequeno-almoço. As especialidades principais desta barraca eram as chamuças pulvilhadas de cocó pelas moscas que lá poisavam de quando em vez e outra mixórdia de arroz e ervas cozinhada ali mesmo na berma, ao sol e ao pó e manuseada directamente pelo proprietário, literalmente. Vejam algumas fotos do “menu” para vos fazer crescer água na boca (ou vómito):







Pensando bem, cá em Portugal também existem barracas deste tipo na berma da estrada onde se costumam assar uns franguinhos e uns bifinhos de vaca que fariam vomitar qualquer indiano, por muito pobre que fosse (quanto mais não fosse pelo facto de não comerem vaca ou carne em geral). Em Ponte de Lima e a caminho de lá, pela estrada nacional que liga Braga a Ponte de Lima (Estrada Nacional 201) existe uma tasca deste tipo e confesso, que também não era capaz de parar lá para comprar comida.

Se a comida tinha "bom" aspecto, o que dizer da água e restantes bebidas. Aproveito este momento para avisar que um dos principais problemas das viagens à Índia (e não só) é possibilidade de bebermos água contaminada. É por isso obrigatório para manterem a vossa saúde, beberem apenas água engarrafa. Mas olhando para as garrafas que estavam disponíveis nesta tasca, o facto de estarem engarrafadas, não garantiam que a água que continham no seu interior fosse potável (já para não falar no facto de estarem ao sol, tal como as restantes bebidas). Estas garrafas eram de origem duvidosa e podiam até ter sido enchidas pelos próprios proprietários destas tascas num qualquer ponto de água ou esgoto ao ar livre. Para além de garrafas de água, esta tasca tinha também 7up, Pepsi, Coca-Cola, Aquarius, entre outras bebidas internacionalmente conhecidas, que também deveriam ser falsificadas ou misturadas com poluição, doenças, etc. Para beberem água na Índia, comprem-na em estabelecimentos de qualidade e não aceitem garrafas por abrir e para que a mensagem vos fique gravada no cérebro, deixo aqui uma foto das bebidas existentes neste estabelecimento:



Talvez por beberem líquidos duvidosos, os indianos estão sempre a urinar por tudo quanto é sítio. Durante a viagem, presenciei inúmeros casos, o nosso taxista, transeuntes e condutores e até presenciei uma operação STOP das forças das autoridades indianas e enquanto dois agentes viam a documentação de um condutor, um terceiro urinava calmamente ao pé deles. Vejam alguns exemplos deste fenómeno:





Para além de barracas, também encontrei algumas crianças a pedir esmola tal como foi possível ver no filme “Slumdog Millionaire” (“Quem quer ser milionário” ou ainda “Quem quer ser bilionário”). Esta não foi a única situação que presenciei que me fez lembrar o filme e mais para a frente irei divulgar mais uma ou duas… Vejam a foto de um rapazinho e uma rapariguinha a pedirem esmola junto à janela do táxi:







Mais para frente na viagem, passei por zonas ainda mais pobres onde as “casas” tinham apenas uma divisão minúscula que servia para tudo: para dormir, comer, estar, tomar banho, etc. As casas não tinham electricidade, nem água canalizada, nem saneamento, nem móveis, nem nada. Por entre as casas serpenteava um caminho de terra batida e esburacado pelos regos de esgoto a céu aberto que para lá escorriam das barracas e por onde o nosso táxi milagrosamente passou. Vi as pessoas a passarem o tempo a descansar à sombra devido ao enorme calor que por lá se fazia sentir e que não dava vontade de andarem a trabalhar. Estas pessoas sobrevivem com poucos recursos e com o pouco que conseguem extrair da terra e dos animais que lhes servem de sustento. Apesar de ser uma imagem perturbadora e triste, acredito sinceramente que aquelas pessoas são felizes assim simples e despreocupadas com o resto do Mundo industrializado e consumista que, por não o conhecerem, não lhes proporciona vontade de serem diferentes.

domingo, 17 de abril de 2011

Descobrir a Índia (25-03-2011)



Neste segundo dia na Índia e depois de uma boa noite de sono e de um pequeno-almoço cheio de coisas saudáveis (croissants, queques, torradas, etc.) no Hotel/Palácio LaLiT, chegou o momento de ir enfrentar o caos do trânsito na Índia. No primeiro dia já tinha tido um pequeno preview do que poderia ser o trânsito, mas só no segundo dia deu para o compreender melhor.

Em primeiro lugar gostaria de informar que as regras de trânsito “oficiais” (mais para a frente deste post vão perceber o porquê das aspas na palavra “oficiais”) indicam que se conduz pela esquerda e não pela direita como em Portugal e na maioria dos países do Mundo. Esta foi a primeira grande experiência, já que o meu cérebro estava formatado para ver os carros e motas a circularem pela faixa da direita e a contornarem as rotundas no sentido contrário dos ponteiros do relógio, mas na Índia era tudo ao contrário. Para além de ser tudo ao contrário, as referidas regras de trânsito, as placas de sinalização, os sinais de STOP, as marcações horizontais na via são meramente cosméticas e facultativas.

Na Índia existem apenas 3 regras fundamentais:
  • First In First Out (FIFO) – Se alguém vai a na estrada e encontra um espaço por onde passar (seja pela berma, em contra-mão, pelo passeio, etc.), quem o fizer primeiro, tem prioridade. Esta regra faz com que, mesmo existindo apenas uma estrada com duas faixas, uma para cada lado, por vezes vemos 3 ou mais veículos lado a lado e na mesma direcção, ultrapassando-se mutuamente, utilizando as bermas da estrada dos dois lados e fazendo com que o trânsito que vem no sentido contrário pare para que estas ultrapassagens terminem sem acidente. Esta é uma regra que funciona bem na Índia (e em outros países) já que quem chega em segundo, espera calmamente pela sua oportunidade de passar. A regra é aplicada a carros, motas, pessoas a pé, bicicletas, triciclos, carroças de cavalos, cavalos sozinhos, vacas sagradas, búfalos, javalis, camiões, autocarros, etc. Em toda a viagem só vi um acidente e foi numa auto-estrada e tive a oportunidade de atravessar a estrada a pé duas vezes e senti bem de perto este caos. Houve um dia até que estava no passeio numa rua de lojas e quando olhei para trás estava um indiano na sua mota, no passeio atrás de mim, à espera que eu me desviasse para ele regressar à estrada (eu nem ouvi a mota com tanto barulho que existia na rua). Enquanto esperava, o motociclista não apitou, não esbracejou, não gritou, não me atropelou, nada, apenas esperou que eu me desviasse e quando o fiz retomou a viagem a sorrir. Outro exemplo perfeito do funcionamento destas regras é o facto de, nas faixas de aceleração para a entrada nas outras estradas, os indianos levam mesmo a sério o termo “aceleração” já que quando lá chegam limitam-se a acelerar e quem vier na estrada principal, apenas tem que travar e esperar que estes passem.

  • Espelhos retrovisores – Outra regra de ouro do trânsito na Índia é que não se deve olhar para os espelhos. Esta segunda regra está directamente ligada à primeira e se o importante é olhar para a frente para encontrar uma nesga por onde passar, não se deve perder tempo a olhar para os espelhos. Aliás, a grande maioria dos condutores têm os seus espelhos recolhidos para dentro pelas seguintes razões: para evitarem a tentação de olharem para trás e se distraírem; para evitarem que os espelhos se partam nas tangentes que fazem a outros veículos; e sobretudo para que os veículos fiquem uns centímetros mais estreitos para caberem melhor no trânsito e nos espaços apertados que possam aparecer no dia-a-dia.

  • Buzina – A buzina (ou apito, se preferirem) é a principal “ferramenta” no trânsito indiano. O apito é utilizado para tudo, excepto para tratar mal os outros condutores e para chamar a atenção para eventuais asneiras no trânsito como acontece em Portugal. O road rage na Índia não existe. Lá apitam para informarem que um veículo lá está e dessa forma avisar os outros condutores para não mudarem direcção, evitando acidentes (até porque se alguém pretender efectuar uma ultrapassagem, não irá olhar pelo espelho para verificar se não estará já a ser ultrapassado), é claro que também serve para pedir aos veículos mais lentos para mudarem de direcção e para se desviarem, deixando passar os veículos mais rápidos. O apito é tão importante que todos os camiões têm pintadas nas traseiras frases como “Horn Please” ou “Blow Horn”, como vão ter a oportunidade de ver numa das fotos seguintes, incentivando a utilização do apito.
Um dos poucos elementos do trânsito que os indianos respeitam é o semáforo. Na Índia existem também rotundas, cruzamentos e passagens de nível com semáforos e neste caso, todos respeitam a sinalização luminosa. Em relação aos comboios, o trânsito é quase similar ao de Portugal até porque os comboios não conseguem andar fora das linhas, nas bermas e nos passeios, mas apitam na mesma tal como acontece no restante trânsito e por vezes também param nos sinais vermelhos para deixarem passar os carros nas passagens de nível (sim, é verdade, passei numa estrada onde existia um comboio parado à espera que o trânsito rodoviário passasse). Em relação aos motociclistas, em toda a viagem vi milhares de motas (literalmente), mas apenas vi dois ou três condutores a utilizarem o tradicional capacete que é obrigatório em Portugal. Digo tradicional, porque alguns indianos utilizam turbante e como tal, o turbante pode ser considerado como uma espécie de capacete (mas vou voltar ao assunto dos turbantes mais para a frente). Podem analisar as fotos seguintes para perceberem o que tentei explicar neste post: