sábado, 30 de outubro de 2010

Dia de Halloween



O dia 31 de Outubro está a chegar, isto significa que o Dia de Halloween também esteja a chegar, até porque coincidem no calendário. Por este motivo decidi aterrorizar o mundo escrevendo um post sobre este tema. Tenham medo! Muito MEDO! BUAHAHAHAHAHAHA! (não sei se terá sido do mau tempo ou não, mas o que é certo é que se ouviram sons de relâmpagos ao fundo enquanto escrevia este primeiro parágrafo).

Para quem não sabe, o Dia de Halloween também é conhecido como sendo o Dia das Bruxas e é um dia tal como o dia de Carnaval e como o dia de Natal (em que as pessoas se vestem de alguma coisa), mas que acontece em Outubro. O facto de existirem vários dias iguais traz uma importante vantagem que é o facto de podermos comprar apenas um fato e utilizá-lo no Halloween, no Natal e depois no Carnaval, poupando uns trocos. Eu costumo fazer isto com o fato de Pai Natal uma vez que é um fato tão assustador e arrepiante, que consigo assustar as pessoas nas três festividades.

Muitas pessoas gostam em especial deste dia, mas existem outras, que levam o gosto ao extremo, e transformam todos os dias do ano em Dias de Halloween, aterrorizando as pessoas dia após dia com os seus fatos e máscaras fantasmagóricas e monstruosas, como o caso da Lili Caneças, José Castelo Branco, entre outros que podem ser encontrados frequentemente na revista “Caras”.

Inspirado nesta quadra terrorífica, decidi procurar um fato verdadeiramente assustador para sugerir a todos aqueles que estão fartos de irem a Festas de Halloween e encontrarem, no mínimo, mais 4 fatos iguais ao seu. O resultado não podia ter sido melhor, uma vez que encontrei 2 “fatos” que decidi partilhar com os dois leitores assíduos que lêem o AindaPiorBlog.

T-shirt de Halloween:
A t-shirt de Halloween é na realidade um pólo com um buraco na frente que nos permite ver através do corpo da pessoa que a está a usar. Imaginem o susto que as pessoas vão apanhar quando olhassem para vocês e vissem um buraco que parece ter sido feito com uma bazuca, espingarda de plasma ou com uma pistola de água muito potente. Vejam a foto:



Esta t-shirt foi feita pelo Bem Heck de forma artesanal com o recurso a um ecrã LCD, uma webcam, algumas pilhas e fios (é caso para dizer “What a heck!”) e que funciona da seguinte forma: a câmara que é colocada nas costas emite a imagem, do que se passa atrás, para o ecrã que é colocado no buraco na barriga. Se pretenderem saber como foi feita, poderão ver o vídeo seguinte, que dura uns aterrorizantes 17 minutos ou então podem ir directamente para o minuto 16m41s para verem o resultado final.



Gostaria de deixar aqui algumas sugestões de melhoria para que esta t-shirt tivesse mais alguma qualidade… em primeiro, utilizava mesmo uma t-shirt e não um pólo mesmo sabendo que o pólo é um pouco mais aterrorizante por si só, a t-shirt é uma peça de vestuário “À homem”. Em segundo lugar, colocava algum sangue à volta do buraco e algumas entranhas suspensas para dar mais algum nojo. Em terceiro sugiro a utilização de um casaco por cima da t-shirt para revelar a mesma no momento ideal e com a deixa ideal, por exemplo, mesmo antes de jantarem com a família ou amigos, aproveitam um momento silencioso mesmo antes de começarem a comer e dizem o seguinte “Estou mesmo cheio de fome, tenho aqui um buraquinho!” e quando todos olharem para vocês, levantam-se, abrem o casaco e revelam a t-shirt mais assustadora de todas, lançando o pânico.

Apesar de achar este conceito magnífico, após alguma investigação de qualidade, descobri que o conceito não é novo e que também a Mattel lançou recentemente uma boneca Barbie Video Girl (Barbie Câmera de Vídeo) que é uma boneca com uma câmara no colar que tem ao peito e onde se pode ver o que se passa num ecrã nas suas costas (e que até dá para gravar e partilhar vídeos). Vejam as fotos seguintes e podem encontrar a (também aterrorizante) boneca no site oficial da Barbie:





Pullover às riscas:
O segundo fato que encontrei foi o Pullover às riscas (que também pode ser aos losangos, ou pior ainda, às riscas e losangos como poderão ver nas fotos seguintes). Para os que não sabem, o nome “Pullover” deriva dos termos “Pull” e “Over” e ganha um novo significado quando estamos perante um Pullover às riscas, daqueles normalmente utilizados pelos “homens” do “Jetset” (seja lá o que isso for) uma vez que nos apetece puxar e deitar fora. A coisa fica mesmo aterradora quando um Pullover às riscas é colocado por cima dos ombros, como uma espécie de écharpe. Provavelmente não sou o único a estranhar que se pegue numa camisola e em lugar de a vestirem, a coloquem aos ombros. É tão parvo como pegar nuns sapatos e calcá-los nas mãos ou colocar uns boxers na cabeça, é contra-natura até porque, por muito feia que possa ser a camisola, é sempre possível vesti-la (a não ser que seja um número mais pequeno e não sirva). Na minha opinião, o Dia de Halloween é o dia ideal para utilizar este estilo esquisito porque conseguem ser mesmo aterradores, bastando para isso arranjarem uma camisola destas e colocarem-na sobre os ombros, espalhando o pânico por esse mundo fora. Vejam algumas fotos que exemplificam o que quero dizer:








Comida de Halloween:


No dia de Halloween existem outras tradições para além das vestimentas, como o caso das comidas. Enquanto a tradição de “trick or treat” é adorada pelos miúdos porque se podem empanturrar de guloseimas, o mesmo não se passa com as abóboras aterrorizantes. Estas abóboras são enfeitadas com caras e luzes assustadoras que fazem com que os miúdos fiquem com medo dos legumes e depois não os queiram comer. Depois de verem uma abóbora de Halloween, os miúdos começam a ter visões e começam a ver as mesmas caras nos restantes legumes, como o caso dos repolhos, favas, brócolos, tomates, alface, etc. Vejam algumas imagens que foram obtidas dos pensamentos de miúdos que não gostam de legumes e comprovam cientificamente o porquê deste flagelo:

Brócolos de Halloween:


Favas de Halloween:


Repolho de Halloween:


Tomate de Halloween:


Alface de Halloween:

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Toyota Boomerang

O “maior” fabricante de automóveis do mundo, a japonesa Toyota, voltou a fazer asneiras durante a construção dos seus veículos o que provocou a necessidade de recolher mais de 1.5 milhões de veículos um pouco por todo o mundo devido a problemas relacionado com a perda de óleo (o chamado "recall"). Já não é a primeira vez que isto acontece e não me parece que será a última, uma vez que o crescimento descontrolado da empresa tem provocado uma menor atenção na qualidade da produção e dos componentes utilizados nessa produção. Os carros são tão instáveis, imprevisíveis e consequentemente perigosos, que a Toyota foi obrigada a criar uma parceria com a Google para criarem carros que podem andar automaticamente sem pessoas lá dentro, parceria essa que foi anunciada no Salão Automóvel de Paris. Vejam um vídeo deste novo Toyota Prius que protegerá a vida dos condutores, uma vez que não serão necessários nenhuns:



Como os automóveis Toyota actuam como uma espécie de boomerang lançado pela marca para o mercado, isto é, são lançados pelas fábricas e passado algum tempo regressam para serem reparados e serem substituídas algumas peças defeituosas, a empresa está a pensar em alterar algumas das peças de marketing e até alguns modelos de automóvel irão brevemente ver o seu nome alterado para melhor se adequarem a nova estratégia de marketing da empresa. Vou enumerar aqui algumas dessas alterações que até ao momento tinham sido mantidas secretas:

Slogans
  • “Today, Tomorrow, Toyota will not work”
  • “Na Toyota as revisões ficam por nossa conta”
  • “Toyota Prius, não polui, não faz ruído, não funciona, não gasta”
  • “Se beber não conduza, se tiver um Toyota também não”

Logótipo
O logótipo vai também sofrer alguns retoques para incluir um boomerang. Podem ver o draft do novo logótipo na imagem seguinte:



Toyota iQ e AYGO
O Toyota iQ vai mudar de nome para Toyota No iQ e o Toyota AYGO vai mudar de nome para Toyota AYGO AND COME.

Reebok EasyTone


No seguimento deste post e de este também (sobre as sapatilhas Shape-ups da Skechers), acabei de encontrar mais umas sapatilhas revolucionárias que auxiliam a tonificar os músculos das pernas e dos traseiros enquanto são usadas para fazer exercício (tal como acontece com qualquer outras sapatilhas ou até sem qualquer sapatilhas). Estou a “falar” das Reebok EasyTone (em português Reebok Tanso Fácil).

Existem modelos destas sapatilhas para todos os gostos e para a falta deles, tais como sapatilhas para mulher, para homem, chinelos e até sapatilhas tipo botas. Vejam algumas fotos e ainda dois anúncios destas novas sapatilhas onde mostram umas raparigas a mostrarem os traseiros enquanto se movimentam no seu dia-a-dia com as tais sapatilhas:













Estas sapatilhas têm incorporadas umas “bolsas de equilíbrio” que provocam o desequilíbrio às pessoas. A descrição oficial existente no site da Reebok é a seguinte: “As bolsas de equilíbrio foram concebidas para criar uma instabilidade natural em cada passo, o que força os músculos chave da perna e os glúteos a adaptar-se e contribuir para uma maior tonificação”. Esta explicação científica é para mim um pouco paradoxal e até intrigante:
  • O que são bolsas de equilíbrio? São bolsas que têm no seu interior pulseiras do equilíbrio?
  • Porque é que as bolsas se chamam bolsas de equilíbrio se afinal desequilibram as pessoas?
  • Se são as bolsas a criar instabilidade, porque é que consideram a instabilidade natural e não artificial?
  • Se estas sapatilhas forçam os músculos chave, o que fazem afinal aos outros músculos? Não estarão estas bolsas a forçar também os músculos fechadura, arrombando a casa muscular para assaltarem as carteiras das pessoas?
  • Se o conceito principal destas sapatilhas consiste em desequilibrar as pessoas, não estará a Reebok a concorrer no mercado das bebidas alcoólicas ou dos produtos estupefacientes?

Para comprovarem que não são as sapatilhas que provocam os músculos, mas sim, os exercícios, a própria Reebok reconheceu isso mesmo e colocou no seu site sobre as EasyTone alguns vídeos com exercícios para que as pessoas fiquem com músculos (quer usem as sapatilhas deles, quer usem as sapatilhas da concorrência, sapatos de tacão alto, galochas ou até umas pantufas). Visitem o site oficial para verem esses vídeos bem como outra informação sobre umas sapatilhas que só funcionam se as usarem enquanto fazem exercício.

Resta-me sugerir alguns nomes mais apropriados para estas sapatilhas que me parecem ajustar-se melhor ao objectivo das mesmas:

  • Reebok EasyMoney
  • Reebok EasyTontas
  • Reebok Power Balance
  • Sapatilhas do Equilíbrio
  • SuperBock EasyTone

Se pretenderem tonificar alguma coisa, podem sempre gastar $109 comprando umas EasyTone para tonificarem a conta bancária da Reebok.

domingo, 17 de outubro de 2010

iBottleopener



Acabei de descobri um produto que transforma um iPhone da Apple em algo que é útil – o iBottleopener. Trata-se de uma capa de protecção para o iPhone que tem um abre-garrafas incorporado e que permite abrir garrafas de cerveja com álcool, sem álcool, de sumo, de água e até de outras bebidas. Vejam o vídeo de demonstração deste produto:



O iBottleopener tem uma patente pendente e custa apenas $19.95 (eu digo apenas porque ao gastarem este valor, que é residual tendo em conta o preço do iPhone, os utilizadores estarão a ter algum retorno do investimento feito naquele “telefone”). Tanto quanto pude apurar, estão a ser ultimados os últimos pormenores na versão do iBottleopener para o iPhone 4, que para além de permitir abrir garrafas, permitirá fazer e receber chamadas ao resolver o problema da antena do aparelho.

O iBottleopener é o artigo ideal para auxiliar os compradores do iPhone a abrirem as garrafas de bebidas alcoólicas que os ajudarão a afogar as mágoas por não terem preferido comprar um telemóvel. Mais informação sobre o iBottleopener pode ser consultada no site oficial.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Resgate dos mineiros chilenos



Depois de 69 dias, os 33 mineiros chilenos que estavam soterrados a 700m de profundidade numa mina de ouro e cobre, no Norte do Chile, começaram a ser resgatados para a superfície. O primeiro chileno a ser resgatado foi o Florencio Ávalos e vinha, como todos os outros mineiros, com uns óculos de sol de $450 estrategicamente oferecidos pela Oakley para aproveitar a mediatização e publicidade gratuita em torno do resgate.



Os óculos em questão são o modelo Radar e ao que tudo indica, a conhecida marca está a preparar uma edição especial para pessoas que ficam soterradas em minas, os Oakley Batman, ideias para utilizar em locais sem qualquer luz e que protegem os olhos da escuridão e dos perigos escondidos a cada cabeçada dada nas paredes das minas. O slogan desta gama de óculos de sol vai ser: “Compre uns Oakley Batman e o Sol nunca mais o incomoda”.

Ontem nas meios de comunicação social foram aparecendo reportagens onde era possível ver as esposas dos mineiros, pela primeira vez na vida, com o cabelo arranjado, maquilhadas, cheias de pinturas para estarem “bonitas” para quando o momento do reencontro. Não tive oportunidade de as ver todas, mas algumas das mulheres estavam tão medonhas que se os mineiros soubessem de antemão o aspecto que elas tinham conseguido criar, teriam preferido ficar no buraco. Para além disso, desconfio que depois de 69 dias rodeados de homens, alguns dos mineiros possam ter perdido a masculinidade e ter decidido jogar aos maquinistas e comboios com outros mineiros para passarem o tempo. Para piorar ainda mais as coisas, a cápsula de resgate Fénix II tinha um aspecto fálico (muito parecido com um vibrador ou supositório) que pode ter quebrado aqueles que tinham resistido até ao último momento aos desejos homossexuais. Com todos estes factos, antevejo alguns divórcios no Chile.

Por falar em cápsula de resgate… A cápsula idealizada e construída para esta operação de resgate foi a Fénix II criada pela ASMAR – “Astilleros y Maestranzas de la Armada”, um estaleiro naval do Chile. Vejam as imagens seguintes dos esquemas da cápsula onde destaco a segunda imagem que tem algo no interior, que não sei se parece um esqueleto ou se parece o Iron Man com o fato vestido, seja como for, esta empresa não tinha lá muita esperança em tirar os mineiros com vida do buraco:







Muito se tem escrito sobre o que foram fazendo os mineiros dentro de um buraco profundo durante tanto tempo e eu descobri alguns hobbies que a esmagadora maioria não conhece e que vou divulgar aqui em primeiras duas mãos (porque vou escrever no teclado com a mão esquerda e com a direita):

Sexo
Tal como já referi, alguns dos mineiros poderão ter sucumbido aos desejos homossexuais tal como também costuma acontecer aos marinheiros… muito tempo no meio de homens e alguns nem o são assim tanto. Outros fizeram sexo nos sonhos, quer com as esposas, quer com as amantes.

Leitura
Alguns dos mineiros aproveitaram para ler livros e os mais lidos foram o livro do Júlio Verne – “Viagem ao centro da terra” e o “Soterrados para totós”. Que por sinal, me parecem bastante apropriados tendo em conta as condições em que os mineiros se encontravam.

Descanso
Alguns deles aproveitaram para descansar e relaxar, tirando uma espécie de férias. Muitas pessoas têm dito que eles estavam em condições péssimas, mas esquecem-se que eles já faziam aquilo no emprego, antes da tragédia. Eu considero até que durante estes 69 estiveram bem melhor do que durante o resto do tempo em que trabalharam nas minas. Basicamente, podemos afirmar que alguns deles estavam na boa, ou como se diz em inglês “Chilling” (termo proveniente da conjugação das palavras “Chile” e “In”, que significa “Chileno dentro” em português).

Música
Alguns dos chilenos aproveitaram o tempo para ouvir música e tanto quanto sei o estilo preferido deles foi o “Chillout” (conjugação de “Chile” com “Out”, ”Chileno fora” em português).

Furto
Alguns dos chilenos que foram saindo da cápsula apresentavam um aspecto forte, gordo ou cheio que contrastava com a ideia que eles deveriam estar cheios de fome depois deste tempo todo enterrados na mina. O que as pessoas não sabem é que durante todos estes dias, alguns dos mineiro continuaram a trabalhar, mas desta feita para juntarem uma indemnização extra. Os mineiros foram escavando e trouxeram para a superfície, debaixo da roupa, os lingotes e moedas de ouro e canecas, chaves e candeeiros de cobre que foram encontrando na mina e para que o furto não se notasse, passaram fome propositadamente. Os agentes da autoridade estão já a investigar este crime que denominaram de “Inside job”.

Jogos
Os mineiros tiveram também bastante tempo para jogarem alguns jogos (de PC, tabuleiro, mesa, etc.) e os preferidos foram a Sueca, Cabra Cega, Escondidas, Campo Minado, Worms, Solitário, Quem é Quem, entre outros jogos, todos apropriados ao ambiente em que se encontravam os mineiros.

Natal
Como tinham informado os mineiros que seriam resgatados apenas no Natal, os mineiros foram preparando uma lareira no local onde seria aberto o túnel e dessa forma, o tubo criado para o resgate serviria também de chaminé para o Pai Natal entrar lá e distribuir as prendas para os que se portaram bem durante o ano. Os mineiros acabaram por ficar bastante tristes por serem resgatados tão cedo e não terem tido hipótese de utilizar a lareira.


Na minha opinião, o resgate não foi lá muito bem planeado uma vez que, apesar de os mineiros se estarem a divertir à brava (tal como acabei de explicar), era necessário tirá-los de lá rapidamente. Os membros da equipa de resgate decidiram, atrasar mais um pouco a coisa, enviando mais duas pessoas para lá para dentro e caso alguma coisa corresse mal, em lugar de serem perdidas 33 vidas, perdiam-se 35.

domingo, 10 de outubro de 2010

Casa dos Segredos



A “televisão” portuguesa continua a surpreender-me (pela negativa). Desta vez foi a TVI que decidiu surpreender-me ao criar mais um reality show a que deram o nome de “Secret Story” (que segundo eles, traduz-se para português como “Casa dos Segredos”). A ideia deste programa foi completamente inovadora uma vez que decidiram pegar no Big Brother e mudaram-lhe o nome, o resto é tudo igual: existem concorrentes com guiões decorados a serem vigiados por câmaras e microfones por parte de espectadores pouco cultos e voyeuristas (até decidiram manter a Júlia Pinheiro como “apresentadora” para terem a certeza que não corriam o risco de melhorarem a qualidade do “programa”).

Quando ouvi falar disto não fiquei muito alarmado, até porque a TVI não consta da minha lista de canais preferidos, mas eles não se ficaram pela TVI e criaram, em conjunto com o Meo, um canal próprio para esta coisa onde podem ser vistas as barbaridades que acontecem nessa tal casa 24 horas por dia e em directo. Ao terem inserido mais este canal (com o nome de "Secret Story TVI"), obrigaram-me a actualizar a grelha de canais do meu serviço de Meo para incluir mais este, facto que me está quase a obrigar a enviar uma reclamação para o Meo, uma vez que eu contratei 59 canais e não 59 nove canais mais esta coisa. A existência deste canal cria-me transtorno porque ao fazer zapping sou obrigado a carregar mais duas vezes no CH+ ou CH- sempre que ando à procurar de coisas interessantes para ver, logo gasto mais tempo, paciência, electricidade e as pilhas do comando. Agora pergunto: como o relaty show apenas tem duração de 3 meses, para que darem-se ao trabalho de criar um canal que irá desaparecer 3 meses depois? Enquanto meditamos sobre isto, deixo aqui as minhas habituais sugestões de nomes que melhor se adequam ao conteúdo do “programa”:
  • Shitty story
  • Casa dos degredos
  • Big Brother
  • Programa da Júlia Berreiro


domingo, 19 de setembro de 2010

Urinol ecológico

Lembram-se do urinol de rua que divulguei há algum tempo atrás? Pois bem, hoje vou revelar um urinol ecológico – O “Eco Urinal” desenhado por Yeongwoo Kim. Este urinol tem incorporado um lavatório e permite reutilizar a água utilizada para lavar as mãos para lavar a urina, empurrando-a para os esgotos. Vejam as fotos:





O urinol “obriga” as pessoas a lavarem as mãos caso pretendam descarregar a água, aumentando um pouco a higiene dos homens. Segundo a pessoa que o inventou, este urinol permitirá reduzir o gasto de água porque supostamente os homens urinam, descarregam a água no urinol e depois vão lavar as mãos ao lavatório. Este urinol permitiria descarregar apenas água num único local, poupando assim o consumo de água. O que ficou esquecido foi que ainda existem muitos homens que não lavam as mãos e outros tantos nem descarregam a água no urinol, pelo que este novo conceito poderá não resolver a 100% o problema da falta de higiene. Aliás, eu penso até, que o consumo de água irá aumentar, uma vez que mais pessoas irão descarregar água e lavar as mãos. Como tal, estive a meditar sobre este flagelo e inventei uma nova tecnologia complementar que poderá resolver este problema para sempre.

Scanner de Mãos:
Inventei um dispositivo que se liga às portas do WC e tranca os homens nos WC enquanto estes não lavarem as mãos convenientemente. O dispositivo tem um scanner incorporado que lê as palmas as mãos dos homens e caso elas tenham sido lavadas, o dispositivo destranca as portas, caso contrário, o homem ficará trancado. É uma espécie de cigana electrónica que lê o futuro dos utilizadores com base nas palmas das mãos, neste caso, o futuro daqueles que tiverem as mãos sujas será o de ficarem trancados num WC. Inventei também uns quantos nomes comerciais para o produto em questão mas ainda não decidi qual será o escolhido:
  • Scanner Biomerda
  • Scanner Biomijo
  • Hand Job
  • Hidro-ureia (este já é utilizado noutro produto, mas servia como uma luva)


sábado, 18 de setembro de 2010

Vencedor e Perdedores

Não Cliques Aqui

Tal como tinha prometido nas regras do pior passatempo do mundo, o passatempo "Não Cliques Aqui" (o pior do mundo apenas e só enquanto não lançar outro), chegou o dia de divulgar os resultados. Antes de avançar para essa divulgação, informo que o número de participações superou em 52 o número de blogs que eu tinha previsto que iriam participar, ou seja, zero. Aliás, 52 foi o número de blogs válidos, porque inscreveram-se mais uns quantos, mas não cumpriam as regras.

Aqui vai então o vencedor do passatempo… o blog vencedor foi o http://recantosdalu.blogspot.com da Lulu, que apesar de ter ficado empatado com outros, venceu por ter sido o primeiro a ser inscrito de entre os que empataram. Parabéns Lulu… logo que tenhas disponibilidade, entra em contacto comigo informando os teus dados completos (nome e morada) para enviar o cartão de compras FNAC de €75 pelo correio. Espero que o gastes bem...



Mas como este passatempo não teve só um vencedor, é também importante revelar os perdedores… que foram todos os outros. Mas vou aproveitar para divulgar o pior de todos, ou seja, aquele que mais visitas enviou para cá, que foi o http://nadalogico.blogspot.com da Maria Batata (ou Élvio "Batata" Emanuel, não cheguei a perceber bem…). Batata, sinto muito, mas o teu blog deve ser visitado por muita gente e a grande maioria não respeitou o teu pedido de não clicarem na imagem e como tal não conseguiste vencer isto…

Lady Gaga quer alho



Lady Gaga apareceu na cerimónia de entrega de prémios MTV Video Music Awards 2010 no passado dia 12 de Setembro com um vestido confeccionado com carne de vaca, com gancho de cabelo, com cascos de tacão alto e carteira a condizer. Vejam mais algumas fotos:





O estilista que “cozinhou” este vestido foi o Franc Fernandez. Não deu para perceber qual seria a mensagem que a cantora pretendia passar, mas surgiram imediatamente algumas hipóteses ainda não confirmadas:
  • Tinha a roupa fixe toda para lavar e em lugar de ir ao roupeiro buscar um vestido, teve de ir ao frigorífico?
  • Pretendia passar por vaca mud ar o nome artístico para Lady Cow?
  • Andava a procura de um Boy com “i” e vestiu-se assim para atrair um possível parceiro?
  • Pretendia provocar os vegetarianos e os defensores dos animais?

Fosse qual fosse o verdadeiro motivo para a utilização deste vestido de bifes, uma coisa é certa, aquela carne toda merecia ter sido bem temperada e comida. Foi a pensar nessa ideia que idealizei o “Fato De Vinha D’alhos”, um fato para homem que poderá ser usado por todos aqueles sortudos que consigam levar a Lady Gaga para sair, seja para jantar ou para comer ou para as duas coisas. Os ingredientes utilizados neste fato foram os seguintes:

  • Sal
  • Alho
  • Vinho Branco
  • Folhas de Louro
  • Pimenta Branca
  • Malagueta de Piri-piri

O resultado foi o seguinte:



Para a criação do fato (calças e casaco) foram utilizadas folhas de louro. Aproveitando as folhas de louro e de forma a combinar com o gancho de cabelo do vestido da Lady Gaga foi criada uma coroa de folhas de louro (permitindo aos morenos passarem por louros). A camisa foi feita com grãos de pimenta branca e como gravata foi utilizada uma garrafa de vinho branco. Foi criado um relógio de pulso feito com uma cabeça de alho (alusivo ao termo “cebola” muito utilizado na associação aos relógios de pulso). Foi utilizada uma malagueta de piri-piri num local estratégico para simbolizar a masculinidade do fato e os momentos picantes e quentes que um homem pode proporcionar a uma mulher, mesmo que esta se vista como uma vaca. Por último e para completar o fato foram utilizados uns saleiros de sal fino para a criação dos sapatos.

A grande vantagem deste fato é o perfeito conjunto que faz com o vestido da Lady Gaga, uma vez que é possível ao felizardo que o use esfregar-se na Lady Gaga, dando como resultado uns bons bifes temperados que estarão prontos para grelhar e comer logo que terminem de se esfregarem.

Podemos dizer que estamos perante roupa comestível a sério.

(Nota importante: Não insistam, não estou disponível para participar nos programas de moda como o "Projecto Moda" da RTP ou o "À Procura do Sonho" da SIC).

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Invenção do Hip-Hop

Uma vez que o tema da dança tem estado na moda, decidi contribuir com um pedaço de informação que até agora era desconhecida dos especialistas nesta área. Vou revelar aqui a verdadeira origem do estilo de dança Hip-Hop (também conhecido por Breakdance), quem foram os seus inventores e ainda vou explicar a origem destas designações.

Tudo começou com um gajo negro que se preparava para dar uma corrida num tapete de manutenção/fitness enquanto ouvia música, cheio de estilo, com uns chinelos por cima das meias, mesmo com ar de mauzão. Quando começou a correr em cima do tapete, deu-se um momento maravilhoso para o mundo da música: tinha nascido o Hip-Hop/Breakdance. Vejam com o vídeo que registou para a posteridade este momento tão importante para todos nós:



O nome Hip-Hop teve a sua origem na palavra Hipopótamo, alusiva à compleição física dos indivíduos que o inventaram. O Breakdance tem origem nas palavras Break (partir em português) e dance (dança em português) e significa: “Uma dança que parte tudo”.

Depois de ter inventado o Hip-Hop, este indivíduo ficou com algumas mazelas nos ossos que nunca mais sararam e desde esse dia que começou a mancar, tendo inventado também aquele “andar” a mancar característico e cheio de estilo dos negros.

Defender os ciganos



Depois de o governo francês, liderado pelo Nicolas Sarkozy, ter iniciado a expulsão dos ciganos da França, instalou-se a polémica, quer na França, quer no Mundo inteiro. A polémica chegou também à Cimeira de Bruxelas onde Nicolas Sarkozy e Durão Barroso discutiram violentamente sobre estas expulsões. A discussão foi tão acesa que melindrou ainda mais a popularidade de Sarkozy e já se fala em arranjar um sucessor um pouco mais tolerante às minorias étnicas.

A comunidade portuguesa em França, já habituada a ser expulsa da França todos os anos durante o mês de Agosto, está preocupada com esta perseguição aos estrangeiros e com a possibilidade de ser também expulsa do território francês nos restantes 11 meses do ano, inundando Portugal com carros os carros tunning e sapatilhas de marca alugadas.

Para além dos ciganos, a França está neste momento a atacar também as mulheres que utilizam véus para taparem a cara, seja por motivos religiosos, estéticos ou para taparem o buço por aparar ou ainda alguma verruga peluda, uma vez que acabaram de promulgar uma lei que proíbe as mulheres de usarem véus em locais públicos. As mulheres não podem usar na cabeça véus, burcas, niqabs, lenços, naprons ou farrapos. Para além de oprimir a liberdade das mulheres que pretendem ser subjugadas, esta lei tem ainda um carácter machista uma vez que a lei não afecta o sexo masculino, já que os homens podem usar véus em locais públicos se assim o entenderem. Muita gente não sabe, mas a primeira versão do documento que descrevia esta lei, continha um erro ortográfico que alterava por completo esta regra polémica, que no caso de ter sido aprovada com esse erro, teria sido muito mais bem aceite na comunidade internacional. Na primeira versão do documento, em lugar de existir a frase “As mulheres são proibidas de usar véus em locais públicos.”, existia a frase “As mulheres são proibidas de usar véus em locais púbicos”. Se a lei fosse assim, as mulheres na França seriam proibidas de cobrir as suas partes íntimas.

Para me adiantar à inevitável escolha de um sucessor de Sarkozy estive a analisar vários candidatos que seriam capazes de desempenhar um pouco melhor o papel de defensor dos ciganos, dos portugueses e das mulheres com véu... O resultado foi que seleccionei o Luiz Felipe Scolari pelas mais ou menos recentes acções na luta contra os opressores dos ciganos portugueses (do Ricardo Quaresma, neste caso), defendendo-os com unhas, dentes, socos, puxões de orelhas e até gestos agressivos mas que ao mesmo tempo denunciam uns tiques homossexuais. Vejam os vídeos que me fizeram eleger o Scolari como o sucessor certo para o governo francês:





Para além destas acções de luta para defender os meninos ciganos, o Scolari esteve recentemente a orientar uma equipa do Uzbequistão, pais com uma forte tradição na utilização do véu por parte das mulheres e alguns homens, tradição essa que cativou o interesse do Scolari por estas roupas e consequentemente faz com que o Scolari seja o candidato ideal para o governo francês.

Enquanto a sucessão não acontece, aos oprimidos que pretendam rasgar o “estôgamo” ao Sarkozy sem aleijar nem cometerem crimes reais, resta-lhes espetarem coisas contundentes no estômago de bonecos voodoo parecidos com o Sarkozy criados especialmente para o efeito. Vejam o boneco na imagem seguinte:



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Acórdão Casa Pia



Estive estes anos todos a observar este “processo” sem me manifestar mas considero que chegou o momento de escrever uma ou duas coisas sobre ele.

O processo Casa Pia arrasta-se há mais de 7 anos e pelos vistos ainda não terminou, ou porque não disponibilizam o Acórdão ou porque existem problemas informáticos, ou porque ainda existem recursos dos arguidos, ou porque os alunos já esqueceram o crime porque faleceram da velhice, ou por outra coisa qualquer. O que é certo é que a justiça portuguesa é muito lenta e ninguém sabe explicar o porquê. Aliás, ninguém sabia explicar até hoje, mas eu descobri as verdadeiras razões desta lentidão que decidi partilhar com os dois ou três leitores que acedem ao Ainda Pior Blog (porque provavelmente não terão nada mais importante para fazer). Vou então enumerar essas razões:
  • Comunicação Social - A primeira razão dos processos serem lentos reside no facto de existir comunicação social. Em cada mega-processo existem centenas e até milhares de intervenientes, como o caso dos advogados, juízes, arguidos, vítimas e testemunhas. Até aqui nada de novo, mas já imaginaram quantas e quantas horas perdem estas pessoas com os jornalistas, seja a responder a perguntas em entrevistas ou simplesmente a desviarem-se deles para não serem incomodados? Os jornalistas são tão persistentes que depois acabam por dominar melhor os casos do que os próprios intervenientes directos e depois, claro está, surgem mais atrasos, porque são os intervenientes que ficam à espera de recolherem mais informações nos órgãos de comunicação e passam o tempo a verem telejornais, a lerem jornais e revistas à procura das dicas certas para avançarem e conseguirem os seus objectivos no processo. Para que a justiça portuguesa seja um pouco mais célere, basta que os jornalistas não se envolvam até o processo terminar (mesmo) e só no final divulguem o que aconteceu, quem foram as vítimas, quem foram os culpados e quais foram as sentenças.
  • Vestuário – Considero que o guarda-roupa dos juízes é outra das causas dos atrasos na justiça. Para que é que servem afinal aquelas vestimentas que os juízes são obrigados a usar senão para causarem mais entropia nos processos? Se não sabem ao que me refiro, vejam a foto da juíza Ana Peres em cima. Quantas e quantas horas perdem os juízes a vestir e a despir estas fatiotas que para nada servem? Até ao dia de hoje pensava que estas indumentárias teriam o nome de fato-macaco de juiz, mas afinal denominam-se “toga”, que pelos vistos vem do latim e significa cobrir. Apesar de o termo ser bastante apropriado tendo em conta o tema do processo, o nome destas roupas não justifica as demoras que causam a sua utilização. Os juízes só não introduziram ainda mais entropia porque decidiram não usar as perucas brancas com cabelo encaracolado que usam em alguns países, como na Inglaterra, por exemplo e tudo porque os processos são todos tão demorados que os cabelos brancos nos intervenientes acabam por aparecer naturalmente devido à velhice.
  • Informática – Existem também horas e horas de atraso causadas por problemas informáticos uma vez que sempre que existe um atraso, aparece logo alguém a dizer que foi um erro informático. Ouvindo isto assim a seco e sem perceber nada do assunto, poderia ser tentado a pensar que quem deveria ser sentado no banco dos réus eram todos os engenheiros informáticos que desenvolvem software e todos os administradores de sistemas que gerem as máquinas e as infra-estruturas de rede dos tribunais. O que acontece de facto e merece ser desmistificado é que os atrasos na realidade são causados por existir o mito que os problemas estão sempre relacionados com a informática. Passo a explicar… Como os informáticos são sempre considerados os bodes expiatórios para tudo, recai sobre eles uma pressão insuportável que os obriga a confirmar centenas de vezes que fizeram as suas tarefas bem, perdendo um pouco a confiança no seu trabalho. Ora, este cuidado excessivo e por vezes até doentio provoca que uma tarefa que deveria demorar um minuto possa demorar dias, devido ao número de vezes que é confirmada e como o cansaço aumenta, aumenta também a probabilidade de erro e então, mas muito raramente, lá aparece no meio deste mito todo um ou outro bug ou erro informático genuíno, o resto é pura especulação.
  • Analfabetismo – Outra das razões que encontro para a demora na justiça é o facto de ser necessário existir a leitura do Acórdão. Não sei bem qual foi a razão desta tarefa ter sido incorporada na lei, nem quando foi introduzida, mas presumo que tenha sido introduzida porque antes as pessoas eram todas analfabetas e então era necessário alguém explicar o que tinha sido decidido nas sentenças dos processos. Se for esta na realidade a razão da utilização desta leitura considero que, se estivéssemos no ano 10 D.C., seria apropriada, mas como já estamos em 2010, parece-me absurdo. Já contabilizaram o tempo que se passam a ler documentos? A grande maioria das pessoas já sabe ler e mesmo que não saibam, conhecem alguém que saiba e os possa ajudar. Sim, eu bem sei que mesmo sabendo ler, é complicado perceber aquela linguagem jurídica que eles insistem em usar nos processos. Devido a esta linguagem, demoram mais a escrever, têm de ler as sentenças, as pessoas têm de ouvir e depois ainda têm de contratar tradutores para traduzirem os termos usados para português corrente. Tudo isto provoca ainda mais atrasos nos processos judiciais.
  • Injustiça – Outra das razões que provocam estes atrasos na Justiça são as injustiças. Muitos dos arguidos que são julgados são considerados inocentes quando deveriam ser considerados culpados e são colocados em liberdade. Estas injustiças provocam danos colaterais no sistema judicial uma vez que parte das vítimas ou dos familiares e amigos das vítimas acabam por perder a paciência (aqueles que não se contentam em acompanhar a série Dexter) e fazem justiça pelas próprias mãos, acabando por cometer novos crimes que por sua vez vão ser julgados e causar ainda mais entropia nos tribunais. É claro que alguns destes novos arguidos são culpados e alguns deles acabam por ser também considerados inocentes e isto provoca um novo ciclo de violência e de mais entropias nos tribunais.

Voltando ao processo Casa Pia propriamente dito… Foi divulgado hoje que afinal o Acórdão ainda não está pronto para ser entregue aos advogados dos arguidos porque decidiram culpar, mais uma vez, os coitados dos informáticos e pelos vistos o problema estava relacionado com as formatações do documento Microsoft Word que contém os textos e que não podiam ser convertidas para o formato PDF (que significa “Perda De Ficheiros”). Ao que pude apurar, o problema não estava bem na formatação, mas sim no elevado número de termos jurídicos usados nas centenas de páginas do documento. Como o Word não tinha activo o dicionário “Jurez”, não era capaz de reconhecer todos os termos usados e como tal, ao abrir o documento, o Word começava a sublinhar todas as palavras com o habitual sublinhado ondulado a vermelho (de erro) e o PC demorava cerca de 16 horas a processar todos os erros e caso alguém clicasse com o botão direito do rato em cima de um destes erros para ver sugestões para a respectiva correcção, o Word crashava originando um erro azul. O tribunal acabou por ter de envolver técnicos especializados em erros azuis da Microsoft para resolver isto e eles sugeriram três soluções:
  1. Entregar o documento Word aos intervenientes uma vez que não haveria problema de edição dos conteúdos do acórdão porque as versões do Word dos intervenientes iriam também crashar de certeza.
  2. Imprimir tudo para uma impressora directamente do ficheiro Word e depois digitalizar todos as folhas com um scanner directamente para um ficheiro PDF.
  3. Começar o processo todo de novo, tal como se faz com os programas da Microsoft para voltarem a funcionar quando algo de mau acontece.
Não cheguei a perceber qual das opções vão seguir, mas como ainda não entregaram nada a ninguém, presumo que tenham escolhido a terceira solução para o problema.


Durante todo este tempo, os arguidos têm-se dedicado, cada um à sua maneira, a ocupar o tempo. Vou expor aqui algum dos hobbies escolhidos por alguns dos arguidos deste processo.

Hugo Marçal:


O Hugo Marçal decidiu escrever um livro para passar tempo e ao mesmo tempo tentar ganhar algum dinheiro com todo o processo. O título que escolheu para o livro foi “Sabão Azul e Branco” e tanto quanto pude apurar, o título é alusivo a uma história que se passou com ele quando precisava de ganhar algum tempo para reunir mais provas para o ilibarem (que pelos vistos não serviram de muito…). Ele foi a um WC do tribunal a meio de um interrogatório e para ficar doente de propósito e ser dispensado desse interrogatório decidiu comer um sabão azul e branco que lá se encontrava. Já fui a muitas casas de banho em toda a minha vida e nunca vi em nenhuma delas qualquer sabão, quanto mais, azul e branco. Vi casas de banho com sabonetes, com sabonetes líquidos e até sem nada, agora sabão azul e branco… Ok, partindo do princípio que era verdade e que existia lá nesse WC um sabão azul e branco, não acredito que o tenha comido para ficar maldisposto. Eu acho que a verdadeira história foi: ele foi mesmo ao WC e quando ia lavar as mãos com o sabão azul e branco, este escorregou-lhe e caiu ao chão e quando ele ia apanhá-lo e se viu naquela posição desprotegida na retaguarda, teve uma epifania e percebeu o que lhe iria acontecer quando fosse considerado culpado no final do processo e fosse para a prisão. É claro que ficou logo maldisposto uma vez que, apesar de supostamente já ter estado em situações com posições semelhantes, os intervenientes e os papéis estavam invertidos.

Carlos Cruz:


O Carlos Cruz, apesar de pairar em torno da Justiça Portuguesa o tal mito dos problemas informáticos, decidiu ignorá-lo e construir um site na Internet onde foi e vai publicando informação sobre o processo Casa Pia. Não sei se por coincidência ou se por pura maldade, ou até por analogia aos actos supostamente praticados pelo Carlos Cruz às vítimas deste processo, o seu site foi também atacado por trás. Os hackers utilizaram a técnica de Trojan Horse (Cavalo de Tróia) como simbolismo da conquista de Tróia por parte da Grécia com a utilização de um cavalo de madeira cheio de soldados gregos e ainda como simbolismo à suposta utilização de cavalos de brincar por parte do Carlos Cruz como presentes para as crianças que pretendia conquistar. O site, que tem o endereço http://www.processocarloscruz.com, já está de novo online uma vez que o Carlos Cruz utilizou o anti-virus e firewall Panda (talvez seja mais uma analogia aos ursinhos de peluche ou apenas mais uma coincidência no meio disto tudo). O que não cheguei a perceber no meio disto tudo foi se o Carlos Cruz apanhou 7 ânus, se apanhou 7 anos ou as duas coisas…


Resta-me terminar este pequenino post com mais uma das minhas habituais sugestões de melhoria. Proponho que se altere o termo Acórdão para outro mais adequado tendo em conta o estado da Justiça Portuguesa e sugiro os seguintes:
  • Acordam – Mantendo a mesma pronúncia de “Acórdão”, o termo “Acordam” é muito mais adequado tendo em conta que os membros da Justiça Portuguesa parecem estar todos a dormir.
  • Acordeão – Não tão adequado como o primeiro, mas mantendo também uma pronúncia muito parecida, o termo “Acordeão” transmite a ideia de farra, comparando com a farra que parece existir nos tribunais em lugar de trabalho e faz também lembrar os cantares ao desafio das festas populares em que, analogamente ao que acontece nos tribunais com os advogados de defesa e de acusação, duas pessoas intervêm, uma de cada vez, a exprimirem baboseiras em direcção ao adversário.
  • Alcorão – O termo “Alcorão” é também apropriado uma vez que é muito parecido ao livro sagrado do islamismo porque tem muitas folhas, é sempre polémico, uns veneram-no de joelhos e outros tentam queimá-lo (deixo a explicação às várias analogias para as mentes dos leitores).
  • Algodão – Como o “Algodão” não engana, o Acórdão poderia ser chamado de “Algodão” para que dessa forma a justiça fosse um pouco mais credível.

domingo, 5 de setembro de 2010

Roubaram os Xutos & Pontapés



Todos sabemos que o crime, para além de não compensar, é uma coisa má e feia. Mas existem raras excepções em que o crime pode ser bem aceite. Este foi o caso do mais recente furto noticiado nos órgãos de comunicação. Os Xutos & Pontapés ficaram sem as suas guitarras, teclados, amplificadores e baterias quando se preparavam para ir para um “concerto”. Tudo aconteceu quando um dos funcionários deixou a carrinha (uma Mercedes Sprinter com a matrícula 82-13-XH) cheia com todo o material da “banda” à porta de sua casa e quando voltou, a carrinha já lá não estava. Quando os membros da “banda” souberam que tinham sido roubados, começaram a “cantar” “Vida malvada” e começaram também a pensar num remix da “música” “A minha casinha” e que terá o título de “A minha carrinha”.

Com este furto, os larápios conseguiram silenciar os Xutos & Pontapés por uns breves momentos e dessa forma contribuíram para o bem-estar de muitos. Desde quando deste furto pode ser considerado crime? Crime é deixarem os Xutos irem pelas queimas das fitas e concertos tocarem aquilo a que chamam música.

Espero sinceramente que o mau gosto da banda tenha também sido levado junto com a carrinha e com o material.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pulseira do Equilíbrio



Eu bem tentei evitar abordar este assunto e estava a conseguir aguentar bem, mas a SIC passou já 2 ou 3 peças no telejornal sobre as Pulseiras do Equilíbrio, entre ontem e hoje, que funcionaram como gotas de água que fizeram transbordar o copo.

Bem, para quem não sabe, existem à venda umas pulseiras que supostamente equilibram as pessoas que as usam, entre outras supostas vantagens. Isto significa que as pulseiras são ideais para aquelas pessoas que sofrem de desequilíbrios, sejam eles mentais, físicos ou ambos.

Uma das explicações que existem para esta pulseira é a seguinte:
“A pulseira POWER BALANCE contém embutidos dois hologramas quânticos de Mylar programados com frequências que interagem naturalmente com o campo electromagnético do corpo humano… Os benefícios são… a melhoria de equilíbrio, o aumento da força, uma maior amplitude de movimentos e um bem-estar geral.”

Esta explicação é extremamente elucidativa uma vez que ao usarem termos fora do contexto e que a maioria das pessoas não conhecem, como os “Hologramas” e “Quânticos”, aliados a uma palavra inventada como “Mylar”, oferecem aquele sentimento de I&D e Científico que asseguram que estas pulseiras são uma farsa. Se tivessem escolhido outra qualquer explicação não científica como esta, servia na mesma, como estas que eu acabei de inventar:

  1. “A pulseira POWER BALANCE contém embutidos dois Transistores Bipolares de Krypton programados com frequências que interagem naturalmente com o campo electromagnético do corpo humano… Os benefícios são… a melhoria de equilíbrio, o aumento da força, uma maior amplitude de movimentos e um bem-estar geral.”
  2. “A pulseira POWER BALANCE contém embutidas duas placas de Roofmate SL de Narnia programadas com frequências que interagem naturalmente com o campo electromagnético do corpo humano… Os benefícios são… a melhoria de equilíbrio, o aumento da força, uma maior amplitude de movimentos e um bem-estar geral.”
  3. “A pulseira POWER BALANCE contém embutidos dois Flavonóides Venotónicos de Cryo-Menthol programados com frequências que interagem naturalmente com o campo electromagnético do corpo humano… Os benefícios são… a melhoria de equilíbrio, o aumento da força, uma maior amplitude de movimentos e um bem-estar geral.”
  4. “A pulseira POWER BALANCE contém embutidos dois pedaços de Borracha de Câmara-de-ar Michelin programados com frequências que interagem naturalmente com o campo electromagnético do corpo humano… Os benefícios são… a melhoria de equilíbrio, o aumento da força, uma maior amplitude de movimentos e um bem-estar geral.”

Apesar de serem uma farsa, estas pulseiras acabam por provocar um bem-estar generalizado aos vendedores das mesmas, provocado pelo dinheiro gasto pelos consumidores mais influenciáveis por estas coisas. Os preços destas pulseiras podem variar entre 0 (para quem não as compra) e 50 euros (para aqueles que as compram).

As pulseiras começaram a ser moda logo que a empresa que as inventou pagou a desportistas de elite e também ao Cristiano Ronaldo para as usarem e desta forma potenciarem as vendas. Provavelmente, até funcionaram ao contrário com o Cristiano Ronaldo, uma vez que a suas qualidades como jogador têm diminuído desde que começou a utilizar esta coisa.

Estive a meditar um pouco sobre este assunto e se estas pulseiras funcionassem mesmo, tenho outras aplicações para as mesmas:

Anti-sismos:
A pulseira Power Balance pode ser utilizada nos edifícios para os protegerem contras os sismos. Se colocarem uma pulseira Power Balance gigante envolvendo o prédio, mesmo que os sismos sejam muito fortes, o prédio irá manter o equilíbrio, evitando o desmoronamento e as perdas de vidas e de bens. Vejam como se poderia aplicar maior resistência ao maior arranha-céus do mundo, a torre Burj Khalifa:



Segurança automóvel:
A pulseira Power Balance podia também ser aplicada na indústria automóvel, melhorando algumas viaturas que, devido à falta de cuidados na sua construção, tenham sido descurados os parâmetros de segurança e de estabilidade. Estou-me a lembrar que se o primeiro modelo da Mercedes Classe A tivesse embutida uma pulseira destas, não capotava tão facilmente:



Dinheiro:
Aqueles que fiquem com pouco dinheiro depois de adquirirem uma pulseira Power Balance, poderão utilizar a pulseira para repor o equilíbrio nas suas contas bancárias (saldo em inglês é "Balance"), bastando para isso aproximar a pulseira ao chip ou à banda magnética do cartão multibanco ou de crédito correspondente à conta com pouco dinheiro:

domingo, 8 de agosto de 2010

Volta a Portugal



A 72ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta já começou e hoje foi a prova mais difícil, aquela que coloca frente-a-frente os ciclistas e a serra da Senhora da Graça. Eu não costumo acompanhar muito este desporto, mas hoje, e como estava a desesperar a olhar para os outros canais, decidi ver a chegada à meta que passou na RTP1. Enquanto observava os ciclistas em sofrimento depois de terem percorrido mais de 170km, durante quase 5 horas a pedalar, reparei naquelas “pessoas” que correm atrás dos ciclistas e lhes atiram água fria para a cabeça e para as costas com garrafas, garrafões e até baldes (como vi hoje). Eu escrevi pessoas entre aspas porque normalmente são os cães que têm este tipo de atitudes de andar a correr atrás de bicicletas (peço desculpa a todos os cães que estejam a ler o blog e que tenham ficado de alguma forma ofendidos com esta comparação).



Eu acredito que os corredores estejam com a temperatura corporal bastante alta devido ao esforço da prova e devido ao Sol, mas não me lembro de ver nenhum corredor em chamas para irem estes anormais apagarem um incêndio. Para além de os incomodarem com o choque térmico provocado pela água gelada, ainda obrigam os corredores a desviarem-se e a perderem as poucas forças que ainda lhes restam, e o pior de tudo, ainda arriscam a integridade física dos ciclistas.

Para tentar reduzir este flagelo para o ciclismo, decidi fazer alguma investigação e encontrei algumas soluções que os corredores poderão usar nas próximas provas para afastarem estes indivíduos enquanto pedalam ou para minimizarem os efeitos do lançamento de água:

Capota amovível:
Os ciclistas podem acoplar nas suas bicicletas de competição esta capota desmontável que será capaz de os proteger contra o público que atira água durante as provas.








Capota permanente:
Se a água é um problema em todas as etapas de todas as provas, os ciclistas poderão optar por uma bicicleta um pouco menos aerodinâmica mas com capota anti-chuva permanente:



Fatos à prova de água:
Se não for possível aos ciclistas a troca de bicicleta, poderão optar por um dos fatos anti-chuva que encontrei:





Bicicletas de Bombeiro:
Se pretenderem afastar este tipo de “pessoas”, os ciclistas poderão optar por usarem bicicletas munidas com mangueiras e extintores para responderem na mesma moeda, atirando com água contra estas "pessoas", tal como costuma acontecer nas manifestações não pacíficas. Estas bicicletas permitem ainda aos ciclistas auxiliarem os bombeiros no combate aos incêndios:







A todos o que alguma vez atiraram água aos ciclistas, deixo aqui uma recomendação: "Vão dar uma volta e não voltem!"